Gêneros
Bothrops
As cobras do gênero Bothrops são as mais comuns no Brasil sendo responsáveis por mais 85% dos acidentes peçonhentos. Há mais de 20 espécies de cobras do gênero Bothrops no Brasil todas semelhantes à jararaca em termos do veneno. As cobras desse gênero habitam do Sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, leste de Mato Grosso e todo o Nordeste. Em geral elas habitam regiões de mata, mas principalmente campos cultivados onde ficam os roedores que são sua fonte de alimentação.
Os tipos mais comuns são a jarararaca, jararaca ilhoa, jararaca pintada, urutu-cruzeiro, cotiara, boca de sapo, jararacuçu e caiçaca. O veneno da jararaca tem ação proteolítica, levando a necrose dos tecidos ao redor da picada. Por isso, não se deve garrotear o membro após picada de jararaca. O garroteamento pode levar à necrose de todo o membro. Como a maior parte das pessoas não sabe que tipo de cobra foi responsável pela picada, recomenda-se no Brasil, já que por aqui as cobras do gênero Bothrops são as mais comuns, que nunca se faça o garroteamento.
| Bothrops |
Urutu (Bothrops alternatus)
De hábitos noturnos, alimenta-se de animais de sangue quente - em geral, de pequenos roedores. Pode atingir até 1,50 m de comprimento.
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Jararaca do Norte (Bothrops atrox)
De hábitos terrícolas, é ativa de dia e de noite. Ocorre na Amazônia e é responsável pela maior parte dos acidentes peçonhentos da região. Alimenta-se de pássaros, roedores e pequenos animais.
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Jararaca verde (Bothrops blineatus)
De hábitos terrícolas, é ativa de dia e de noite. Ocorre na Amazônia e é responsável pela maior parte dos acidentes peçonhentos da região. Alimenta-se de pássaros, roedores e pequenos animais. |
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Jararaca da seca (Bothrops erythromelas)
Típica da caatinga, esta serprente tem hábitos terrícola e noturno. Alimenta-se de pequenos roedores e filhotes de animais. |
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Cotiara (Bothrops fonsecai)
De hábitos noturnos, esta serpente é encontrada em áreas montanhosas de São Paulo (Campos do Jordão), sul de Minas Gerais e oeste do Rio de Janeiro. Alimenta-se de pequenos roedores. |
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Jararaca ilhoa (Bothrops insularis)
O habitat wxclusivo da jararaca ilhoa é a Ilha da Queimada Grande, em Peruíbe, onde vivo no solo ou em árvores. Alimenta-se de pererecas, lacraias, aves e outras serpentes. É a mais venenosa das jararacas.
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Jararaca (Bothrops leucurus)
Esta serpente que é endêmica da Mata Atlântica entre o Sul do Espírito Santos e Pernambuco, pode atingir 1,20 m de comprimento. A base de sua alimentação são pequenos roedores.
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Jararaca (Bothrops jararaca)
Habita nos Estados do Sul e sudeste do Brasil e alimeta-se de pequenos roedores, sapos e filhotes de jacaré. Tem hábitos noturnos e chega a 1,20 m de comprimento.
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Caicaça (Bothrops moojeni)
Esta serpente é encontrada principalmente no norte do Paraná, oeste de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e sudoeste do Maranhão. Alimenta-se de pequenos roedores, sapos e filhotes de jacaré. |
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Jararaca pintada (Bothrops neuwiedi)
Típica do Cerrado e da Caatinga, a jararaca pintadas pode ser encontrada em quase todo o país. Alimenta-se de ratos e tem hábitos noturnos. |
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Crotalus
A cascavel é o nome mais conhecido de cobra do gênero Crotalus. Há seis espécies no Brasil. As cobras desse gênero possuem, no final da cauda, uma espécie de chocalho que faz um barulho característico quando elas se movimentam. Elas se distribuem em toda a América do Sul e gostam de locais ensolarados não sendo comuns em região de mata. O veneno da cascavel é hemolítico, neurotóxico e nefrotóxico levando à anemia e insuficiência renal. Elas se alimentam de pequenos mamíferos e aves.
| Crotalus |
Cascavel (Crotalus Durissus Cascavella)
De hábitos crepuscular e nortunos, a cascavella ocorre em regiões de clima quente e seco, como as caatingas nordestinas. Alimenta-se de pequenos roedores e pode atingir até 1,5 m. |
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Cascavel (Crotalus Durissus Collilineatus)
Esta subespécie de hábitos noturnos é encontrada nas áreas de cerrado do sudeste para o centro-oeste do país. Alimenta-se de pequenos roedores e pode atingir até 1,5 m.
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Cascavel (Crotalus Durissus Terrificus)
Esta subespécie de hábitos noturnos é encontrada nas áreas de cerrado do sudeste para o centro-oeste do país. Alimenta-se de pequenos roedores e pode atingir até 1,2 m. |
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Micrurus
A espécie mais conhecida é a coral verdadeira. Outras espécies incluem a coral falsa que tem aspecto muito semelhante à coral verdadeira sem veneno, usando a aparência como uma forma de defesa contra seus predadores. Há mais de 15 espécies no Brasil. É comum em todo o continente americano. Apresenta um tipo de veneno neurotóxico, em alguns aspectos semelhante ao da cascavel, mas que também causa paralisia do diafragma levando à morte por asfixia. Vive em subterrâneos e tem hábitos noturnos. É pouco agressiva. Alimenta-se de mamíferos pequenos e aves.
| Micrurus |
Coral verdadeira (Micrurus corallinus)
De hábitos nortunos, ocorre exclusivamente na Mata Atlântica, do sul da Bahia até Santa Catarina. Se alimenta de outras cobras e pode atingir até 1 m de comprimento.
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Cobra coral (Micrurus frontalis)
De hábitos diurnos e subterrâneos, se alimenta de outras cobras e atinge até 80 cm de comprimento. Quando molestada ela esconde a cabeça e levanta a causa, confundindo o oponente.
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Lachesis
As espécies mais conhecidas no Brasil são a surucucu, a surucucu de fogo, a surucutinga e a surucucu pico de jaca. Vive nas florestas tropicais em áreas escuras e úmidas. É a segunda maior serpente venenosa no mundo, só perdendo em tamanho para a naja ou cobra rei, porém bem mais pesada. Alimenta-se de pequenos mamíferos roedores como filhotes de paca e de cotia. Apresenta veneno com ações hemolítica, coagulante e neurotóxica.
| Lachesis |
Surucucu (Lachesis muta)
Predominantemente amazônica, esta espécie é a maior serpente peçonhenta das Américas, podendo atingir até 2,5 m de comprimento. Alimenta-se de pequenos roedores e tem hábitos noturnos. |
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