Acidentes peçonhentos com serpentes no Brasil

A figura abaixo mostra a proporção dos tipos de acidentes ofídicos no Brasil em 2006. Grande parte são acidentes por Bothrops, em torno de 87,1%, seguidos por Crotalus 8,8%, Lachesis 3,4% e Micrurus 0,8%.

Animais Peçonhentos

A próxima figura mostra a distribuição dos acidentes pelos Estados brasileiros em 2006. A maior parte dos acidentes aconteceu no Pará, seguido por Minas Gerais, Amazonas, São Paulo e Maranhão. Juntos esses Estados concentram 53,5% dos acidentes.

Acidentes nos estados brasileiros


A maior parte dos acidentes concentra-se nos meses de outubro a maio, com picos nos meses de verão - de janeiro a março (conforme figura abaixo). O tempo médio desde o acidente até a chegada a um centro médico equipado para o tratamento varia de acordo com o gênero de serpente.

Concentração de acidentes

Os casos de Lachesis são os que mais demoram a chegar ao centro médico em torno de 14 horas; os casos de acidentes com Bothrops e Crotalus levam em torno de 9 horas e os de Micrurus por volta de 5 horas. A demora no caso dos acidentes por Lachesis tem a ver com o fato de tratar-se de serpentes que habitam a floresta tropical, o que pode dificultar o paciente a chegar ao local de tramento em função da distância (veja próxima figura).

Acidentes animais peçonhentos

Em relação à gravidade dos acidentes, pode-se afirmar que os acidentes mais sérios foram em conseqüência de picadas por Crotalus com 15,7%, seguidos por Micrurus cm 15,4%, Lachesis com 10,5% e Bothrops com 7,5%. A porcentagem de óbito ou cura com seqüelas foi, respectivamente, de 0,6% e 2% para Crotalus, 0,5% e 2,5% para Lachesis, praticamente empatadas, seguidas por Bothrops 0,2% e 1,7% e Micrurus, sem registro de óbitos e com 0,6% de cura com seqüelas em 2006. Veja a figura:

 

gravidade dos acidentes