A maior parte das aranhas existentes no Brasil não são perigosas. De uma maneira geral, as aranhas que fazem teias geométricas e regulares, mesmo que sejam de grande tamanho, não causam dano ao homem. Há dados recentes de pesquisa da Fiocruz mostrando aumento do número de acidentes com aranhas no Estado do Rio de Janeiro no período de 2001 a 2005; passando de 46 para 207 o número de acidentes com aranhas no Estado, o que representa um aumento de 350%.
A proporção de acidentes com aranhas e escorpiões está aumentando em relação aos acidentes com cobras. Uma possível explicação para o aumento pode ser simplesmente a melhora no sistema de notificação de acidentes que agora é capaz de registrar mais casos. Outra possível causa é a destruição ambiental com desmatamento que acaba trazendo o homem para mais perto da mata aumentando o contato com aranhas e escorpiões.
O Brasil apresentou em torno de 20 mil acidentes com aranhas em 2006. Dentre esses acidentes, em torno de 12.000 tiveram o tipo de aranha determinado sendo 64,3% desses acidentes causados por aranhas marrons e 22,9% pelas aranhas armadeiras. A aranha marrom é muito comum no sul do país onde se concentram os acidentes com esse tipo de aranha.
O Estado do Paraná concentra a maior parte dos acidentes com a aranha marrom - 57% de todos os acidentes com aranha marrom no Brasil. O segundo Estado em número de acidentes é Santa Catarina (18% do total de acidentes) seguido por São Paulo (10% do total de acidentes).
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Os acidentes se concentram nos meses mais quentes, entre outubro e abril (70,5% dos acidentes). Os meses com maior número de acidentes são janeiro, fevereiro e março.
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Em relação ao tempo que demora para a vítima chegar ao hospital para tratamento, 24,1% das vítimas chegam em menos de uma hora; 20,4% chegam entre uma e três horas; 10% entre três e seis horas; 8,8% entre seis e doze horas e 36,7% em mais de doze horas.
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Em relação à classificação dos acidentes, 81,1% dos acidentes são de pequena gravidade, 17,6% são de moderada gravidade e 1,3% são acidentes graves com risco de vida. Entretanto, mesmo nos acidentes leves, a dor e o incômodo podem ser muito acentuados.
Do total de 7593 acidentes com aranha marrom, houve seis casos de óbito (0,1%) e em 1,2% dos acidentes houve recuperação da vítima com seqüelas. Nos acidentes com aranha armadeira, não houve óbitos, mas 1,2% dos acidentados ficaram com seqüelas. Nos acidentes com a viúva negra houve um óbito (1,0%) e um caso de recuperação com seqüela (1,0%).