Os prós e contras

Por todos os recordes quebrados por seu tamanho e capacidade, o A380 levanta algumas questões importantes. Onde pode pousar? Qual aeroporto pode lidar com 800 pessoas entrando e saindo de um avião? As companhias de aviação podem realmente vender passagens suficientes para preencher a capacidade do avião?


Foto cedida Airbus SAS
O A380 apresenta um desafio aos aeroportos já existentes

É verdade que não são todos os aeroportos que podem lidar com o tamanho do A380, mas o problema não é a pista de pouso e decolagem. Muitos testes mostraram que o peso do avião não causaria muito estresse adicional às pistas. Na verdade, o A380 usa mais pneus de pouso do que outros jatos grandes. Assim, cada pneu transmite menos peso para a pista do que algumas outras aeronaves. A maioria das principais pistas é extensa o suficiente para os procedimentos de pouso e decolagem, apesar de que algumas não são largas o suficiente (os motores do A380 extrapolariam um pouco os limites da pista).

O principal problema é o espaço nos terminais. Não existe espaço suficiente para estacionar um A380 na maioria dos terminais dos aeroportos. Para facilitar o processo de entrada e saída de um número tão grande de pessoas, a Airbus colocou duas entradas no avião. No entanto, são necessárias duas escadas do mesmo terminal. Apenas poucos aeroportos estão equipados com esse tipo de estrutura. Até mesmo se o aeroporto em si for construído para receber aviões grandes, o processo de venda de passagem, conferência da bagagem e a passagem pela triagem da segurança poderá ser um pesadelo de logística para os aeroportos. O A380 foi projetado para operar em vôos internacionais, o que deixa uma pequena dúvida sobre o tamanho das filas na alfândega e na imigração. Se problemas de horário ou de tempo forçarem dois ou mais A380 a pousar em algum lugar ao mesmo tempo, os aeroportos estimam que possa levar quase um dia para cada passageiro desembarcar, realizar os procedimentos de praxe e encontrar sua bagagem. Problemas parecidos aconteceram quando o 747 foi introduzido.

A Airbus declara que seu foco está em aproximar os principais centros internacionais, como Londres e Hong Kong, e não estender-se a todos os principais aeroportos. O A380 também encontrará utilidades em viagens mais curtas no Japão.

Alguns têm questionado se o A380 será tão vantajoso quanto a Airbus declara. Os números convenientes da Airbus dependem da complementação da capacidade de passageiros. Até mesmo poucos assentos vazios em um avião tão grande podem, de fato, acabar com as margens de lucro de uma companhia de aviação, bem como os números de emissões por passageiro do avião.

Boeing segue seu próprio caminho
Em vez de competir com a Airbus em uma corrida de "aviões gigantes", a Boeing enfrentou os tempos difíceis da indústria da aviação com um novo foco em eficiência. A Boeing acredita que grandes aviões servindo os principais centros podem ser inconvenientes para os passageiros e caros para as companhias de aviação. Oferecer mais vôos (com menos assentos por vôo) para uma variedade de aeroportos mais ampla pode dar tanto às companhias de aviação quanto aos passageiros o que eles querem. Para isto, a Boeing desenvolveu o 787 (formalmente conhecido como 7E7), um avião de tamanho médio com uma capacidade de aproximadamente 250 passageiros. Cerca de metade do avião será feito com material composto leve que, combinado com motores e aerodinâmicas novos, resultará em um dos aviões com combustível mais eficiente, de acordo com a Boeing. Além disso, o 787 terá a capacidade de Mach .85 e não exigirá nenhuma modificação nos aeroportos. A Boeing planeja estrear o 787 em 2008.

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