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| Veleiros |
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Ainda que ninguém saiba ao certo quando o primeiro veleiro foi construído, arqueólogos encontraram restos de embarcações primitivas, semelhantes a canoas, que datam dos antigos Egito e Mesopotâmia (em inglês). Desde então, o projeto de barcos evoluiu constantemente de forma a melhorar a velocidade, a manobrabilidade e a capacidade de carga, refletindo inovações estéticas e tecnológicas únicas.
![]() © istockphoto.com / Joseph Manor |
Como exemplo, para construir os barcos com cabeça de dragão que caracterizavam sua cultura, os vikings usavam machados, em lugar de serras, a fim de cortar peças de madeira mais longas e leves, que permitiam jornadas mais rápidas. Esses barcos, conhecidos como drakkar, dominavam os mares ao tirar vantagem do vento, com suas velas quadradas para navegar distâncias mais longas, e dos seus remadores para ataques velozes [fonte: Hadingham]. Posteriormente, os juncos chineses do século 15, com suas características velas em concha, eram tão bem construídos para resistir aos tufões de sua região que terminaram por atingir a costa leste da África (em inglês) e o Golfo Pérsico mais de 50 anos antes dos exploradores europeus [fonte: Universidade de Calgary - em inglês]. Hoje, iates de regata especializados cortam as águas em velocidade superior à do vento.
Embora esses espantosos navios variassem em tamanho e capacidade, todos eles estavam unidos pelos elementos comuns aos veleiros. Quer grandes, quer pequenos, os barcos do passado e do presente compartilham da mesma capacidade de flutuação e movimento. Neste artigo, vamos estudar como funcionam as partes básicas de um veleiro, como os princípios da física permitem que eles flutuem e como o projeto de veleiros continua a evoluir.