Componentes básicos de um veleiro

O veleiro comum compreende oito partes essenciais: casco, cana do leme, leme, vela principal, mastro, retranca, bujarrona e quilha. O casco é a concha externa do barco e abriga todos os componentes internos. Sua forma simétrica dá equilíbrio ao veleiro e reduz o arrasto, ou o empuxo para trás causado pela fricção que o movimento na água gera. Dentro do casco, na popa, ou parte traseira, fica a cana do leme, afixada ao leme, que fica dentro da água. Pense na cana do leme como o volante e no leme como o pneu de um barco. Para manobrar um veleiro para a direita, você move a cana do leme para a direita do barco, mudando a posição do leme.

sailboat diagram
Diagrama de um veleiro comum

Se você pensar no leme como volante, então as velas e a quilha são os motores. A vela principal é a maior vela, que captura a maior parte do poder eólico necessário a propelir o veleiro. Seu lado vertical fica preso ao mastro, uma viga longa e vertical, e o lado horizontal fica preso à retranca, uma longa viga paralela ao convés. Os marinheiros podem girar a retranca em 360 graus no plano horizontal, para permitir que a vela principal obtenha o máximo possível de vento. Quando a retranca fica perpendicular ao vento, a vela principal se infla para fora. Na situação oposta, paralela ao vento, ela pende inerte do mastro. Essa liberdade de movimento permite que os velejadores capturem o vento não importa de onde sopre. A bujarrona é uma vela menor, triangular e fixa, que propicia potência adicional à vela principal. A quilha, uma prancha longa e esguia que se estende do fundo do barco, oferece um vetor de equilíbrio sob a água, e impede que o barco emborque. Nos veleiros de menor porte, uma deriva serve para finalidade semelhante ao da quilha, mas pode ser erguida ou baixada na água, para permitir navegação em águas mais rasas.

Antes que um barco se torne capaz de movimento na água, é necessário que ele flutue. Na próxima seção, descobriremos de que maneira algo tão pesado quanto um veleiro consegue se manter à tona.

O veleiro mais tecnológico do mundo

Se os Jetson tivessem um iate, ele provavelmente seria parecido com o Maltese Falcon. Propriedade de Tom Perkins, um empresário do setor de capital para empreendimentos no Vale do Silício, o Maltese Falcon é como um computador que veleja, equipado com redes de fibra óptica, microprocessadores e telas de toque que convertem a ação cerebral e muscular requerida para velejar em algo que pode ser comandado por um painel de controle computadorizado. Agora, basta acionar um botão para erguer os 2,4 mil metros quadrados de velas do iate. O barco, de comprimento semelhante ao de um campo de futebol, teve sua construção encerrada em 2006, e é o mais dispendioso e avançado iate de cruzeiro disponível no mundo. Com preço da ordem de US$ 130 milhões, o Maltese Falcon navega mais como um videogame do que como um barco de 1.367 toneladas. Mas Perkins não pretende parar por aí. Ele quer construir um submarino esportivo transportável pelo Maltese Falcon caso ele deseje brincar com baleias no fundo do mar. É a versão milionária de um jet ski.