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Você provavelmente conhece a poderosa força da quilha caso já tenha usado o remo de uma canoa para fazê-la mudar de direção. Ainda que a área superficial do remo seja relativamente pequena, quando posicionado contra a corrente é possível sentir a força da resistência que ele gera, porque o remo se torna mais difícil de segurar.
Dada a delicadeza desse equilíbrio entre vento, água e barco, os velejadores precisam dar o bordo cuidadosamente para evitar que o barco emborque, monitorando sempre o ângulo de virada. Caso a virada de bordo seja aguda demais, a força do vento será forte demais para que quilha e água possam superá-la.
Dar o bordo é considerado seguro em ângulo de 45 graus relativo ao vento. O ângulo máximo a que um barco pode virar e se recuperar em segurança é de 30 graus [fonte: US Sailing - em inglês]. Os marinheiros conseguem determinar o ângulo do barco em relação ao vento graças a birutas, ou pedaços de pano presos à vela. Dependendo da direção em que se desfraldam, elas revelam o ângulo do vento. O ideal é que elas se desfraldem em ângulo reto, indicando que o ar atinge as velas de forma regular e que o ângulo de virada é adequado. Isso permite velejar de forma mais eficiente.
Na próxima página falaremos sobre as velocidades que alguns veleiros podem atingir.
Eis algumas expressões marinhas, caso você fique sem ter o que dizer no mar.
Andar na linha: nos navios de madeira, as frestas entre as tábuas eram vedadas com uma substância escura, o que fazia com que o convés parecesse listrado. Quando uma tripulação recebia ordem de se alinhar no convés, usava essas linhas como referência. Hit the head: em inglês, "head" é a expressão náutica para banheiro. Boot camp: campo de treinamento para recrutas da Marinha ou dos Fuzileiros Navais.O termo originalmente se refere a "boot", ou bota, o nome dado às perneiras que os marinheiros usavam em combate na guerra Hispano-Americana de 1898. Alçapão abaixo: expressão usada como brinde em inglês, originária dos navios em que a carga era levada ao porão por um alçapão. Dungarees: macacão que cobre todo o corpo. Marinheiros usavam seus uniformes para protegê-los contra a ação dos elementos. O termo deriva da palavra dungri, que em hindi designa uma espécie de tecido produzida na Índia. Mostrar as cores: os navios de guerra tentavam iludir adversários desfraldando bandeiras de outros países. Mas, para que pudessem abrir fogo contra um oponente, as regras de guerra civilizadas requeriam que desfraldassem a verdadeira bandeira de seu país. [Fonte: Naval Historical Center - em inglês] |