Relações de transmissão

A idéia por trás das engrenagens múltiplas em uma bicicleta, quer sejam do modelo antigo de 10 marchas ou uma mountain bike moderna com 24 marchas, é deixar que você altere a distância percorrida pela bicicleta a cada pedalada.

Por exemplo, uma bicicleta normal tem rodas com 66 cm de diâmetro. A menor relação de transmissão de uma bicicleta pode ser uma engrenagem dianteira com 22 dentes e uma traseira com 30 dentes. Isso quer dizer que a relação é de 0,73 para 1 (a roda traseira gira 0,73 vezes a cada pedalada). Em outras palavras, para cada pedalada, a bicicleta se move 152 cm (cerca de 5 km/h se estiver pedalando a 60 rpm). Já a maior relação de transmissão de uma bicicleta pode ser uma engrenagem dianteira com 44 dentes e uma traseira com 11 dentes. Essa configuração fornece uma relação de 4 para 1. Com rodas de 66 cm, essa bicicleta vai se mover 828 cm a cada pedalada, e se mantiver 60 rpm, pode atingir a velocidade de 30 km/h ou dobrá-la se duplicar também a taxa de pedalada (120 rpm). Uma faixa que vai dos 5,4 km/h para os 60 km/h é algo fantástico, pois deixa o ciclista subir o morro mais íngreme vagarosamente ou correr quase tão rápido quanto um carro.

As engrenagens dianteiras são chamadas de coroas e a maioria das bicicletas tem duas ou três delas.


Conectada à roda traseira está a roda livre ou catraca, que tem o seguinte aspecto:


A roda livre tem de cinco a nove engrenagens, dependendo da bicicleta. E o interessante é que as rodas livres podem girar em uma direção, mas travam na outra. Isso permite que o ciclista escolha entre pedalar ou não, situação na qual dizemos que a bicicleta anda em ponto morto (outra função que o triciclo e as bicicletas antigas não possuem).

Para mudar de marcha, as bicicletas possuem câmbios traseiros e dianteiros. Abaixo, podemos ver a foto de um câmbio traseiro.


O câmbio traseiro possui dois pequenos pinhões que giram livremente. A função do braço e do pinhão inferior é exercer tração sobre a corrente. O pinhão e o braço são conectados a uma mola para que o pinhão empurre a corrente para trás o tempo todo. Conforme você vai mudando de marcha, vai notar que o ângulo do braço se modifica para tensionar ou afrouxar a corrente.


O pinhão superior fica próximo à roda livre. Quando você seleciona as marchas no guidão, esse pinhão se move para uma posição diferente na roda livre e arrasta a corrente com ele.


A corrente desliza naturalmente de uma engrenagem para a outra conforme você gira os pedais.

O funcionamento de uma bicicleta é simples e é isso o que a torna uma máquina tão fantástica de se usar, além de ser também uma obra-de-arte mecânica!

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