![]() Photodisc Ocupando oito acres, o Parlamento |
À margem do rio Tâmisa, o Parlamento proclamou a autoconfiança da Inglaterra Vitoriana, em uma era em que o sol nunca se punha no Impéio Britânico.
Oficialmente chamado de Palácio de Westminster, o prédio neogótico, cuja simetria clássica contrasta com seus pináculos e torres exuberantes, fica com um brilho de contos de fadas durante a noite, quando está inundado pelas luzes douradas e verdes.
O prédio foi erguido a partir das bases de um palácio real quase totalmente incendiado em 1834. O Hall Westminster, que sobrou do incêndio, data do século 11, e seu grande teto de carvalho já abrigou a corte que julgou Thomas More.
A estrutura atual, feita pelo arquiteto vitoriano Charles Barry e pelo designer Augustus Pugin, terminada em 1870, tem aproximadamente 1.200 cômodos, mais de 3,3 km de corredores e 100 escadarias.
Sua característica mais famosa é a torre do relógio, que tem um sino de 13 toneladas chamado Big Ben. O relógio, com 7 m de diâmetro, é visível a uma boa distância e é bastante preciso.
Esse relógio raramente falha. Algumas exceções foram na Segunda Guerra Mundial quando bombas atingiram seu visor e, em 1949, quando um grupo de passarinhos pousou no ponteiro, interrompendo seu movimento.
O Parlamento é, obviamente, a casa do governo britânico. A Casa dos Comuns ocupava a Capela de St. Stephen desde 1547, até ser destruída por um incêndio em 1843. Para homenagear sua casa original, a Casa dos Comuns atual foi projetada de forma que a cadeira de quem está dissertando parece estar em um altar em forma abobadada e os bancos são colocados como em camarotes de coro.
Apesar do ambiente eclesiástico, os debates entre os membros do Parlamento são famosos pelos argumentos seculares, retóricos e exaltados.
Mais elegantemente decorada em vermelho e dourado, a Casa dos Lordes já excluiu quase todos seus membros hereditários. Estão sendo desenvolvidos novos processos para ganhar títulos da Casa dos Lordes, mas nem mudanças como essas podem tirar a tradicional grandiosidade das Casas do Parlamento.
Sobre o autor: Jerry Camarillo Dunn Jr. trabalhou com a Sociedade Geográfica Nacional por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler e depois escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: San Francisco. Dunn’s Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem aparecem em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Norte-americanos, a mais alta honra na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, Boston.





