Conforme o sol viaja pelo céu do amanhecer ao crepúsculo, as famosas janelas de vidros coloridos da Catedral de Chartres colorem e exibem imagens como em um caleidoscópio. Raios de luz colorida se espalham pelo grandioso lugar, preenchendo-o com a glória de Deus.

Exceto as alterações acontecidas durante os séculos, a Catedral de Chartres mantém uma rara unidade arquitetural
Photodisc
Um dos maiores exemplos europeus da arquitetura gótica,
a Catedral de Chartres tem pilares que sustentam as paredes
Os peregrinos viram primeiro essa obra magistral da arquitetura gótica do século 13 assim como os visitantes modernos o fazem. Em direção aos céus da cidade de Chartres, seus pináculos perfuram o céu azul. Chamada de Catedral de Notre-Dame, ela era local de peregrinação porque abriga o que os fiéis acreditam ser o véu que a Virgem Maria vestia durante o nascimento de Jesus. Em 1194, a relíquia milagrosamente sobreviveu a um incêndio que destruiu a maioria das catedrais romanescas do lugar.

Em apenas 30 anos, os elementos que sobreviventes foram restaurados com a nova catedral gótica. Imenso, com 130 m de comprimento, o prédio tem uma nave de 17 m, a mais larga da França. Uma das torres de sino assimétricas é o campanário romanesco mais alto do mundo (105 m) e a outra torre é um campanário gótico ainda mais sublime.

A catedral tem 2.500 m² de vidros coloridos em 176 janelas maravilhosas, entre elas três rosáceas mundialmente famosas. A cor profunda e intensa conhecida como "azul Chartres" está imortalizada nos vidros da catedral. Algumas janelas ilustram histórias da Bíblia: figuras que já forneceram uma forma silenciosa de comunicar os conceitos cristãos para os peregrinos analfabetos que iam para a catedral nos tempos medievais.

No chão da nave há um labirinto de pedra que, embora tenha apenas 13 m de comprimento, se fosse desenrolado, teria um caminho cheio de curvas de 261 m. Há tempos, o labirinto serve para os fiéis como uma peregrinação simbólica à Terra Sagrada e como uma caminhada mística de meditação. Na verdade, a Catedral de Chartres tem beleza e santidade suficiente para satisfazer qualquer peregrino.

SOBRE O AUTOR: Jerry Camarillo Dunn Jr. trabalhou com a Sociedade Geográfica Nacional por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler e depois escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: San Francisco. Dunn’s Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem aparecem em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Norte-americanos, a mais alta honra na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, Boston.