|
St. Paul é considerada a igreja e o coração da cidade para os londrinos. Durante a Segunda Guerra Mundial, a catedral anglicana permaneceu intacta durante os bombardeios e as chamas da blitz provocada pelos alemães nazistas, encorajando a Inglaterra.
Seu esplendor barroco tornou-se cenário para grandes acontecimentos da época contemporânea, desde o funeral de Winston Churchill em 1965 até o casamento do príncipe Charles e da princesa Diana em 1981.
Quatro igrejas foram erguidas anteriormente no mesmo local - a primeira em 604, durante o surgimento do Cristianismo na Inglaterra. Uma versão medieval gigantesca - a maior construída na Inglaterra - era um enorme aglomerado, com vendedores de cerveja e mendigos, jogadores, tratantes, mercadores e seus animais. Em meados do século 16, as autoridades tiveram de abolir os tiros dentro da igreja.
A antiga St. Paul foi afetada durante o Grande Incêndio de Londres em 1666, e coube ao arquiteto Christopher Wren planejá-la novamente. As autoridades protestantes não aceitaram o desenho de uma cúpula barroca em estilo italiano (talvez por ser muito parecida com a Basílica de São Pedro, em Roma), então ele criou um campanário, que foi aprovado.
Durante os 35 anos de construção, que terminaram em 1710, Wren fez uma manobra para que fossem construídas a cúpula e outras características de seu projeto inicial.
A cúpula da catedral de 135 metros de altura é formada com uma cúpula de madeira coberta por chumbo, uma cúpula interna e uma camada de tijolos para suportar a torre localizada ao alto. Os visitantes que não têm medo de altura podem subir as 530 escadas para chegar às galerias ao redor da cúpula. Ao final, a Golden Gallery (Galeria Dourada) oferece uma vista magnífica de Londres - cidade para a qual a catedral foi erguida.
Na parte inferior da construção, considerada a maior cripta da Europa, jazem heróis e artistas ingleses, desde o almirante Nelson e o duque de Wellington até os pintores Joshua Reynolds e J. M. W. Turner. Os restos mortais do arquiteto Wren, que projetou a catedral, estão lá também, e a inscrição de seu túmulo diz: "caro leitor, se você observar este monumento, preste atenção em seu redor".
SOBRE O AUTOR: Jerry Camarillo Dunn Jr., trabalhou com a Sociedade Geográfica Nacional por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler e depois escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: San Francisco. Dunn's Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem aparecem em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Norte-americanos, a mais alta honra na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, uma estação de televisão públicade Boston.





