Esculpida nos altos penhascos vulcânicos de Ellora, essa série de 34 santuários colocam as crenças budistas e hindus em três dimensões. Os designs esculpidos são altamente elaborados e incluem até estruturas independentes (só para comparar, tente imaginar uma igreja européia esculpida em pedra sólida).
![]() Lars Gohler Os templos foram esculpidos a partir de 76.460 m³ de rocha. |
Outras 17 cavernas hindus dos anos 650 a 1000 estão cheias de cenas dinâmicas, tendo como foco Shiva, deus da destruição. O famoso Templo Kalaish é um modelo gigantesco da casa de Shiva no pico de um planalto tibetano. Ele foi esculpido a partir do penhasco, começando da parte superior e indo para a inferior pela rocha sólida. O templo tem aproximadamente 50 metros de comprimento por 30 metros de altura, algo incrível de ser feito por artesãos há tantos anos.
A tela de entrada de rocha esculpida significa a separação entre dois mundos: o profano e o sagrado. Em seu interior há um santuário para Nandi, o touro que é o meio de locomoção de Shiva, e um santuário que tem em sua parte superior uma torre em formato de pirâmide. Em todos os lugares encontramos imagens esculpidas de deusas dos rios, sábios e deuses como Ganesh, o deus com cabeça de elefante (que traz boa sorte) e o arqueiro Kama, deus do desejo (cujas cinco flechas representam os sentidos). As cenas mitológicas fazem o papel dos textos religiosos para os devotos que não sabem ler, instruindo-os há séculos.
As últimas cinco cavernas (anos 800-1000) são dedicadas ao Jainismo, uma das religiões mais antigas do mundo. Essas cavernas, não tão bonitas quanto as hindus, são esculpidas com imagens jains simples, como o barrigudo Mahavir, leões e elefantes e um teto que lembra um enorme lótus.
E assim, em apenas um lugar, as Cavernas de Ellora oferecem várias oportunidades de comparação entre a religião e a arte asiática.
SOBRE O AUTOR: Jerry Camarillo Dunn Jr., trabalhou com a Sociedade Geográfica Nacional por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler e depois escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: San Francisco. Dunn’s Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem aparecem em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Norte-americanos, a mais alta honra na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, uma estação de televisão pública de Boston.



