Introdução


­China

­A República Popular da China é um país socialista de proporções gigantescas. Tem a terceira maior área territorial, 7 das 19 montanhas mais altas do planeta, incluindo o pico mais alto (o Monte Everest, com 8.848 m acima do nível do mar), o terceiro rio mais longo, o maior e mais profundo cânion, o maior rio feito pelo homem e a maior muralha. A China tem também uma das topografias e climas mais diversificados do mundo, que incluem desde áreas desérticas e geladas até regiões de florestas densas e de clima tropical.

minoria étnica
btrenkel
Garota de grupo de minoria étnica de Zhuang, em Longsheng

Cerca de um quinto da população mundial - ou quase 1,3 bilhão de pessoas - vive na China, um país de cultura milenar e berço de invenções como a bússola, o macarrão, a acupuntura, a pólvora, o papel, a imprensa a porcelana e os tecidos de seda. A maioria dos habitantes vive na porção oriental do país, onde estão as grandes cidades e quase toda a terra própria para a agricultura - a principal atividade econômica da China. Cerca de 72% da população vive em aldeias, e embora apenas um pequeno percentual viva em áreas urbanas, estão na China várias das maiores cidades do mundo, como Xangai e Pequim, a capital do país.

pescador em guilin
Robert Churchill
Pescador em Guilin


Em 2008, Pequim sedia a 24ª edição dos Jogos Olímpicos. Se você pretende viajar para acompanhar ao vivo o desempenho dos atletas ou aproveitar a oportunidade somente para fazer turismo, nas próximas páginas, você encontra um pouco mais sobre o país, sua história, sua cultura e suas principais atrações turísticas. Também vai saber o que o turista brasileiro precisa para viajar para o país e ter dicas para não fazer feio na hora de comuni­car-se, comer, hospedar-se e locomover-se.

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A China tem...
  • 37 milhões de homens mais que mulheres
  • 345.000 milionários
  • mais de 2,6 milhões de websites
  • 162 milhões de usuários de internet em 2007
  • mais de 07 milhões de usuários de internet banda larga
  • 20 milhões de blogueiros
  • cerca de 440 milhões de usuários de celular­

Fonte: ChinaToday.com

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Breve história da China

A China é considerada um dos quatro berços da civilização e a mais antiga civilização viva do mundo. Sua história escrita tem mais de 3.500 anos, e o hominídeo mais antigo encontrado por lá viveu na região há 1,7 milhão de anos. O Homem de Pequim, que viveu a sudoeste da moderna Pequim entre 400 mil e 500 mil anos atrás, tinha as características básicas do homo sapiens: andava ereto, fazia e usava ferramentas simples e sabia como fazer fogo. A escrita primitiva da China, que era feita em ossos e utilizava desenhos simples para representar palavras, tornou-se a base da língua escrita chinesa: os ideogramas. Seu nome chinês, “zhong guo”, significa “país do meio” ou “reino central”. Os antigos chineses acreditavam que seu país era o centro geográfico do mundo, e a única cultura civilizada.

Sistema político

No princípio, os chineses viviam em pequenos diversos Estados que se transformaram em uma única nação, há cerca de 2.000 anos. A nação era governada por grupos familiares, as dinastias. Houve diversas dinastias, mas as mais importantes foram Shang, Zhou, Qin e Han. Em 1912, depois de uma revolução que derrubou a dinastia que estava no poder, a China tornou-se uma república caracterizada por conflitos violentos e pela incapacidade de resolver seus próprios problemas. Uma guerra civil entre comunistas e nacionalistas arruinou a nação e, em 1949, os comunistas subiram ao poder na China continental, criando o que conhecemos hoje como República Popular da China. Aos nacionalistas restou o governo de Taiwan, uma ilha há cerca de 140 km da costa chinesa.

O governo chinês é dominado por três organizações - o Partido Comunista Chinês, os militares e o Conselho de Estado. Quase todos os líderes militares e do Conselho ocupam cargos de comando no Partido Comunista. Isso significa que o Partido controla firmemente o sistema político chinês. E como não poderia deixar de ser, num país das maiores coisas do mundo, também o Partido Comunista é o maior do planeta, com 40 milhões de afiliados.

Praça Tieananmen
Loic Bernard
Praça Tiananmen, em Pequim, onde o Exército Comunista faz formações

A constituição do país foi adotada em 1982 e estabelece o Congresso Nacional do Povo como a mais alta autoridade governamental. Seus membros têm mandatos de cinco anos. O Partido Comunista indica os candidatos ao congresso, e esses são eleitos por governos provinciais eleitos indiretamente por governos locais. O congresso desempenha funções legislativas e transmite os programas nacionais do governo aos outros órgãos governamentais. Na prática, o congresso não tem poder real. O Conselho de Estado é responsável pelas tarefas cotidianas do governo. A organização é chefiada pelo primeiro-ministro chinês, o chefe de governo no país nomeado pelo Partido Comunista. Além de planejar a economia e a política da China, o Conselho de Estado estabelece e executa os regulamentos administrativos.

A China está dividida em 23 províncias, 5 regiões autônomas, 4 municípios sob comando direto do Governo Central e 2 regiões administrativas especiais.

Economia

A China foi um dos países onde a atividade econômica se desenvolveu primeiro. Entre 5.000 e 6.000 anos atrás, os habitantes do vale do Rio Amarelo já tinham iniciado a agricultura e a criação de gado. Durante a Dinastia de Shang (há mais de 3.000 anos), as pessoas aprenderam a fundir o bronze e a usar ferramentas de ferro. Foram produzidas cerâmica branca e cerâmica vítrea, e a produção de seda estava bem desenvolvida. Entre 770 e 476 a.C., apareceram as tecnologias para produção de aço. Entre 475 e 221 a.C, foi construída a represa de Dujiang, na atual Província de Sichuan. Esta realização em conservação de água tornou possível o fornecimento racionalizado de água e irrigação, o desvio de inundações e a descarga de areia. Até hoje, a construção está em uso.

Hong Kong à noite
winhorse
Vista de Hong Kong à noite, do porto de Vitória. O porto
é famoso por suas vistas pan­orâmicas espetaculares

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Entre 221 e 207 A.C., a China estabeleceu seu sistema monetário e de pesos e medidas, bem como seu sistema de divisões geopolíticas (prefeituras e condados). Também nesse período foram construídos duas das oito maravilhas do mundo: a Muralha da China e os Guerreiros de Xi'an, até hoje os atrativos turísticos mais famosos do país. Mas foi a Dinastia Han (206 AC a 220 DC) o período de maior prosperidade da antiga China, quando foi construída da Rota da Seda, que ia da capital de Xi'an até a costa do Mar Mediterrâneo, e que possibilitou o contato comercial com países do o acidente.

Hoje, as indústrias importantes pertencem ao ou são controladas pelo Estado, assim como o comércio e as finanças. O governo possui e opera todos os transportes de longa distância e o comércio exterior. A maior parte da renda do governo vem dos lucros das empresas estatais, investidos no desenvolvimento da indústria manufatureira. Apesar de ter atualmente indústrias modernas (possui as maiores siderúrgicas do mundo), a principal atividade econômica do país ainda é a agricultura, onde trabalha 70% da população.

Plantaçao de arroz
Robert Churchill
Fazendeiro prepara a terra para o cultivo de arroz, em Guilin

Crescimento populacional

No último século, a população da China passou de 400 milhões para cerca de 1,3 bilhão de pessoas. O crescimento populacional trouxe uma explosão de consumo e alguns problemas, como queda no fornecimento de energia e a instituição da política do filho único em que o Estado também controla o planejamento familiar, permitindo apenas um filho por família. Ao mesmo tempo que trabalha na expansão de sua rede termelétrica para atender à crescente demanda, o país segura o título de segundo maior poluidor do planeta, ficando atrás somente dos EUA.

A população chinesa está dividida em vários grupos étnicos. A grande maioria dos chineses (93%) é chamada "han", em oposição às 55 minorias étnicas (7% da população) reconhecidas dentro das fronteiras do país e que são, atualmente, uma espécie de atração turística por seus trajes coloridos e festivais tradicionais. O mandarim é a língua oficial, mas há cinco versões regionais completamente diferentes do idioma.

Religião e filosofia

Por ser contrária às idéias dos comunistas, a religião foi proscrita da China na Revolução Cultural. Hoje, o povo pode expressar suas crenças com moderação. Há três linhas religiosas e filosóficas chinesas: confuncionismo, taoísmo e budismo. Uma abordagem eclética permite a coexistência das três linhas. O confucionismo pode ser visto como a manifestação do eu público e socialmente responsável estruturada, na qual as pessoas se ligam pelos laços morais dos cinco relacionamentos familiares: pai-filho, governante-súdito, irmão-irmão, marido-mulher e amigo-amigo.

O taoísmo representa um lado pessoal desorientado, que enfatiza a relatividade das coisas. Incorpora os conceitos tradicionais do yin e do yang e estimula que se siga a própria intuição e as partículas do universo, levando a vida de acordo com o Tao. O budismo é espiritual e sobrenatural, e oferece uma alternativa ao pragmatismo chinês.

buda de jade
David Pedre
Templo do Buda de Jade, em Xangai, um dos mais famosos templos budistas


O budismo promete a salvação por meio dos iluminados, os budas, e para aqueles que, por meio de façanhas e devoção, mantêm-se conectados com eles. Em muitos templos, podem ser vistas as três religiões.
Nas páginas seguintes, você vai conhecer os principais pontos turísticos da China, vai saber como chegar lá e qual a melhor época para a visita e conhecer algumas dicas para não fazer feio durante sua viagem.

As invenções chinesas

Seda, porcelana, guarda-chuva, macarrão, imprensa... Estas são apenas algumas das invenções criadas na China que ganharam o mundo. Veja abaixo as principais:

As invenções chinesas
Invenção
Ano
Cerâmica de alta temperatura
1600 a.C.
Ferro batido
1400 a.C.
Sistema decimal
1400 a.C.
Arado de lâminas de ferro
600 a.C.
Bússola
400 a.C.
Carrinho de mão
200 a.C.
Besta
200 a.C.
Papel (bambu, casca de amoreira, cânhamo e seda)
200 a.C.
Estribo
200 d.C.
Sismômetro
200 d.C.
Porcelana fina
600 d.C.
Pólvora
600 d.C.
Papel-moeda
1000 d.C.
Impressão
1200 d.C.
Ábaco
1300 d.C.
Navio de carga
1500 d.C.
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Na próxima página, conheça as principais atrações turísticas da China.

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Os principais pontos turísticos

A China está situada na porção oriental do continente asiático, tendo montanhas a oeste e vales a leste. Com 9,6 milhões de km2 de área, suas terras compreendem 50º de latitude e mais de 62º de longitude, fazendo fronteira com países como Coréia, Rússia, Afeganistão, Índia, Paquistão, Curdistão, Nepal, Butão, Burma, Laos e Vietnã. Seu território abrange desde a zona fria temperada até o cinturão equatorial, sendo recoberto por florestas, savanas, planícies e colinas. A China possui um dos desertos mais áridos do mundo (Gobi) e uma das melhores terras aráveis também.

localização geográfica da china

O país tem 5.400 ilhas, sendo Taiwan a maior delas, e Hainan, a segunda. Das 19 montanhas com mais de 7.000 metros de altura no mundo, sete estão localizadas na China. O planalto do Tibet, conhecido como o terraço do mundo, abarca muitas das montanhas mais altas. O Himalaia tem o pico mais alto do mundo - o Monte Everest, que fica 8.848 metros acima do nível do mar. O Everest, por sinal, também pertence ao Nepal. E é do lado nepalês que os alpinistas se aventuram a escalá-lo, já que o lado chinês é fechado ao público.

Essas características climáticas, geográficas e culturais fazem da China um país peculiar, capaz de agradar a qualquer tipo de turista: dos praticantes do turismo de aventura e ecológico ao amante do burburinho das grandes metrópoles. Pequim, a capital da China e sede dos Jogos Olímpicos de 2008, por exemplo, é uma das maiores cidades do mundo, com mais de 14 milhões de habitantes. É um microcosmo da China moderna e de suas contradições. De um lado os prédios modernos. De outro, as casas baixas de arquitetura milenar tradicional.

Pequim panorâmica
Xin Zhu
Vista panorâmica de Pequim, onde serão realizados
os Jogos Olímpicos de 2008

Por isso, há muito o que fazer e ver na China: de montanhas nevadas e praias a vilarejos tradicionais e grandes cidades, passando por palácios e ruínas de construções milenares, templos religiosos e milagres da arquitetura. Antes de embarcar na viagem, no entanto, é bom planejá-la corretamente. Dependendo do número de dias que pretende passar lá, vale a pena debruçar-se sobre um guia turístico do país e traçar um roteiro que permita aproveitar o que há de melhor do território chinês. A seguir, você conhecerá um pouco dos principais atrativos da China:


Norte

Seis das 23 províncias chinesas mais a capital Pequim estão no norte da China, região marcada pelo Rio Amarelo, pela Grande Muralha. Por ter abrigado capitais dinásticas, a região é rica em cidades históricas e outras atrações:

  • Rio Amarelo: é o segundo maior rio chinês, e ganhou esse nome devido ao sedimento que ele recolhe em seu trajeto pelo planalto Loess. Os sedimentos elevam o leito do rio, que constantemente, inunda as regiões circundantes.
  • Pequim: a capital do país só ganhou status de capital imperial no final do século 15. É uma cidade de avenidas largas e retas e ruelas estreitas e sinuosas construídas em torno da Cidade Proibida, o antigo núcleo palaciano. Ao lado de templos e palácios estão prédios modernos e ruas comerciais. Museus, galerias e universidades devem fazer parte do passeio cultural da cidade, ao lado do Templo do Céu, complexo de templos e modelo de equilíbrio arquitetônico chinês. Pequim dispõe de boas ligações por avião, trem e ônibus com a região que está à sua volta. Há vôos diários para Xi'an, Luoyang, Qingdao, Kaifeng e Zhengzhou. Trens expressos ligam Pequim diretamente a todas as grandes cidades da região, e destas é possível chegar às menores em trens mais lentos. Ônibus particulares fazem as rotas turísticas mais procuradas (leia mais sobre Pequim no nosso artigo Como funciona Pequim).
  • A Grande Muralha: fortificação de defesa construída em uma área antes vulnerável aos ataques da Mongólia e da antiga Manchuria, a muralha tem 5.000 km e pode ser avistada da Lua.

muralha da china
Cat London
Muralha da China: construção vista da Lua


  • Os Guerreiros de Terracota, de Xi'an: exército de esculturas de barro em tamanho natural criado para guardar o túmulo do imperador Qin Shi Huangdi, que unificou a China. O exército fica na província de Shaanxi, que também abriga Hua Shan, um dos cinco picos taoístas da China, com 2.610 m de altitude. Hua Shan se caracteriza por subidas íngremes, precipícios e vistas inesquecíveis.

Exército de Terracota
Arjen Briene
Guerreiros do Xi'an: exército de terracota que protegia
o túmulo do imperador Qin

  • Hebei, Tianjin e Shanxi: essas três províncias vizinhas costumam ser escaldantes no verão e geladas no inverno, mas são refrescadas pela brisa do mar vinda da litorânea Tianjin, ex-posto de comércio com exterior que preserva a arquitetura européia. Nessa região estão: Chendge, refúgio montanhoso que abriga oito templos religiosos, entre os quais Puning Shi, que tem uma estátua de 22 metros da deusa budista Guanyin; as Cavernas de Yungang, um conjunto de 51 mil estátuas escavadas por budistas em rochedos de arenito; e o Xuankong Si, Templo Suspenso, apoiado em finos pilares de madeira nos rochedos de um cânion com mais de 2 mil metros de altura.
  • Henan e Shandong: a província é um dos sítios arqueológicos da China e abriga achados neolíticos. A região abrigou alguns dos primeiros assentamentos sociais do país. Entre as atrações da região estão a montanha sagrada taoísta de Song Shan, o Templo de Confúcio, o mais famoso filósofo chinês, Tai Shan, a Montanha Serena, Qingdao, a cidade litorânea que fabrica a cerveja nacional, Luoyang, cidade que abrigou a primeira universidade do país, em 29 A.C., e as Cavernas de Longmen, uma coleção fantástica de estátuas religiosas gigantescas feitas pelos budistas consideradas Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.


Centro

Na região central da China encontram-se Xangai as províncias de Jiangsu, Anhui, Zhejiang, Jiangxi, Hunan e Hubei, que abrigam, entre atrações históricas e belezas naturais, a cidade de Nanquim, o Grande Canal, e a Barragem das Três Gargantas, a maior represa do mundo. O que ver:

  • Xangai: considerada o retrato da nova China, o município autônomo de Xangai é a maior cidade do país (são 13 milhões de habitantes), e a mais moderna e dinâmica também. Xangai envia e recebe vôos do mundo todo. A locomoção dentro da cidade pode ser feita por metrô, táxi (numerosos e baratos) e ônibus (muitos, mas apinhados de gente). Como trânsito de Xangai é caótico e congestionado, recomenda-se usar o metrô para chegar às principais atrações turísticas locais, como o Bund, o centro comercial que já foi o coração da cidade colonial; Nanjing Lu, a principal rua de compras de Xangai; Pudong, que abriga os edifícios comerciais mais altos do mundo; e o Museu de Xangai, com seu acervo de mais de 120 mil peças.

xangai
Loic Bernard
Vista panorâmica de Xangai, segunda maior cidade da China

  • O Grande Canal, que levou mil anos para ser construído, tem 1.600 km de extensão e liga os rios Yang-tsé-kiang e Amarelo. Antes via de transporte para a distribuição de alimentos para todo o império chinês, o maior canal artificial do mundo é é usado por barcos que levam os turistas para visitar as atrações em suas margens.
  • Nanquim: esta cidade atraente, às margens do Yang-tsé-kiang, é repleta de lagos e está cercada por um muro medieval de 12 metros de altura e 33 km de extensão. Ela foi capital da China até 1946, quando o governo chinês mudou a capital para Pequim. É uma cidade para ser visitada às caminhadas e, quando necessário, com o bom e barato transporte público local. Tem bons restaurantes e vida noturna agitada, mas sua principal atração turística é a Porta Zhonghua, uma construção no sul da cidade com três cidades, pontes levadiças, guaritas e estátuas de soldados que era elemento de defesa do imperador. Diz a lenda que ninguém tentou invadir Nanquim pela Porta Zhonghua.
  • Huang Shan: é a mais bela cadeia de montanhas da China, com picos cobertos de nuvens e caminhos sinuosos nas escarpas. Há dois percursos para explorar o Huang Shan - o leste e o oeste. No primeiro, o visitante leva 3 horas para percorrer seus 8 km. No segundo, os 15 km consomem o dobro do tempo. Um dos pontos altos do percurso é o Aoyu Bei, ou Espinha de Carpa, no acesso a Tiandu Feng. Trata-se de um arco saliente e estreito, com 9 m de largura e quedas abruptas dos dois lados.
  • Wulingyuan (Zhangjiajie): reserva panorâmica de 392 km2 com relevo em carste e "pináculos que despontam de uma densa vegetação" [Guia Visual da China]. Contém mais de 500 espécies de árvores, algumas das quais acreditava-se extintas. Os pontos altos da reserva são o mirante Huang Shi Zhai (é preciso ter boas pernas para subir os 3.878 degraus que levam até lá), a Xianren Qiao, a Ponte dos Imortais, e Huanglong Dong, a Caverna do Dragão Amarelo que tem um rio subterrâneo que pode ser percorrido de barco.

Sul

Na região sul da China, de forte tradição marítima, encontram-se as províncias de Fujian, Guangdong e Hainan, além de Macau, ex-colônia portuguesa, e Hong Kong, ex-possessão britânica. É uma região moderna e rica, cujo desenvolvimento foi estimulado pelo surgimento das Zonas Econômicas Especiais. Os principais aeroportos estão em Hong Kong, que também é o ponto de partida para as outras províncias e cidades da região. Trens e uma rede de ônibus confortáveis ligam a cidade à maior parte da região sul. O que ver:

  • Guangzhou: capital de Guangdong, é conhecida como Cantão. Era um porto importante no século 19, e por isso acabou se transformando numa cidade dinâmica e rica, com atrações como o túmulo de 2 mil anos Zhao Mao e os Jardins Palacianos de Nan Yue. O túmulo de Zhao Mao contém itens funerários feitos de ouro e pedras preciosas, além de um traje funerário feito de jade.
  • Hong Kong: possessão britânica até 1997, a ilha de Hong Kong é uma cidade cosmopolita, repleta de arranha-céus, que vibra de dia e de noite, graças ao status de centro financeiro global. O coração da cidade é dividido em dois pelo porto Victoria. As principais atrações culturais (Mosteiro dos 10 Mil Budas, Hong Kong Science Museum, Pico Victoria, Jardins Zoológico e Botânico), locais de compras, bares e restaurantes, e vistas ficam na praia do norte e na ponta sul. A melhor forma de conhecer a ilha é a pé. O trânsito aqui também é caótico, principalmente nas áreas centrais. O sistema de metrô é eficiente: o Mass Transit Railway serve os bairros centrais, e o Kowloon-Canton Railway liga o centro aos Novos Territórios e ao continente. �"nibus, táxis e bondes existem em abundância e são baratos e eficientes. Um serviço de balsa liga Hong Kong ao continente e às ilhas vizinhas.

hong kong e barco
Oktay Ortakcioglu
Barco antigo navega no mar
­da moderna Hong Kong


  • Macau: ex-colônia portuguesa até 1999, a cidade é um paraíso de mansões coloniais e agitados cassinos que, ao lado do turismo, é a principal fonte de recursos da cidade. A ilha, a uma hora de balsa de Hong Kong, é um ótimo local para passar o dia, seja passeando pelo centro velho, seja saboreando a comida local, uma mistura das culinárias chinesa e portuguesa.

Sudoeste

Essa região isolada formada pelas províncias de Yunnan, Guizhou e Guangxi, e Sichuan e Chongqing, concentra algumas das mais belas paisagens da China: a Bacia Vermelha de Sichuan, as gargantas profundas ao longo do Yang-tsé-kiang, as montanhas do planalto tibetano, as florestas tropicais de Xishuangbanna, reservas de pandas-gigantes e trilhas para caminhadas. Chengdu, Chongqing, Kunning, Guiyang, Guilin, Lijiang e Jinghong são as principais cidades e destinos da região. A diversidade étnica da área pode ser vista na cultura e nos estilos de vida tradicionais e nas comunidades das minorias. O que ver:

Reed flute Cave
David Pedre
Caverna formada pela erosão do calcário na região de Guangxi

  • Guangxi: a província é permeada por montanhas carste, relevo que ocorre em terrenos de rocha calcária) e que forma paisagens impressionantes. Também aqui a natureza está praticamente intocada.
  • Yang-tsé-kiang: o rio corta a região e passa por montanhas escarpadas. É possível fazer um cruzeiro pelo rio, apreciando vistas fantásticas e conhecendo a represa das Três Gargantas, e as mini-Três Gargantas, estreitos canais com paredes íngremes formados no entroncamento do Yang-tsé-kiang com seus braços em Qutang Xia, Wu Xia e Xiling Xia.
  • Pandas-gigantes: os animais típicos da China podem ser vistos na reserva Wolong, perto de Chengdu, ou no Centro de Criação de Pandas, a 10 km de Chengdu.

panda gigante
Klaas Lingbeek- van Kranen
Panda gigante na reserva Wolong


  • Emei Shan: a montanha, considerada sagrada por taoístas, budistas e confucionistas, tem 3.099 m de altitude e abriga 10% da diversidade botânica da China, com 3.200 espécies de plantas. Prepare a sola do pé: subir e descer o Emei Shan leva três dias.
  • Dafo, Le Shan: A montanha Lingyun abriga uma das atrações mais impressionantes da China, o Dafo (Grande Buda), uma estátua de 71 metros de altura esculpida em arenito vermelho, em frente a junção dos rios Min, Dadu e Qingyi. O Grande Buda foi construído para proteger os barcos que passavam no local. É patrimônio da Unesco. A Ponte Haoshang liga O Grande Buda aos templos adjacentes, e uma escadaria íngreme permite aos turistas descer até os pés da estátua.

O grande Buda
Valerie Crafter
Dafo, o Grande Buda, tem 71 metros ­de altura
­e é patrimônio da Unesco


  • Floresta de Pedra: os pilares de calcário são a principal atração de Yunnan. São formações espremidas, com 30 metros de altura , que formam uma paisagem do outro mundo entre lagos e caminhos sinuosos. A área estava submersa há 270 milhões de anos. Os pilares vistos hoje foram formados pela erosão por vento e chuva.
  • Garganta do Salto do Tigre: trilha popular de 30 km que segue o curso do rio Jinsha Jiang até uma das gargantas mais profundas da China, com picos que alcançam os 4.000 metros de altitude .
  • Cataratas Detian: conjunto de quedas d'água que divide a China do Vietnã. É possível nadar no amplo poço embaixo das cataratas e pegar uma jangada de bambu até a névoa d'água na base.

Nordeste

As três províncias da região -Liaoning, Jilin e Heilongjiang - formam o coração industrial da China. As grandes cidades têm conexão aérea e ferroviária com Pequim. Pelo nordeste da China passa a ferrovia Transiberiana. Percorrê-la leva sete dias, e a viagem é inesquecível. O que ver:

  • Changbai Shan: considerada pela Unesco Reserva da Biosfera, a área tem fauna e flora muito diversificada. Ali se encontram o tigre siberiano, o ginseng e a única tundra alpina do leste asiático. Destaque para o Lago Celestial (Tian Chi), uma cratera vulcânica localizada na fronteira com a Coréia do Norte. As trilhas da reserva só ficam abertas entre junho e outubro.

Mongólia Interior

A região ocupa um terço do território chinês e é formada por desertos, florestas e campos. As três províncias - Mongólia Interior, Ningxia e Xinjiang - são consideradas regiões autônomas. A região atrai pela beleza selvagem e pelas cidades empoeiradas em oásis nas Rotas da Seda (antigos trajetos comerciais entre a China e o leste europeu). Há aeroportos nas cidades principais, mas o transporte ferro e rodoviário é escasso. O que ver:

  • As 108 Dágabas: o monumento budista foi erguido no meio do deserto de Taklamakan, perto da cidade de Qingtongxia Zhen. As 108 dágabas ocupam 12 fileiras distribuídas em uma formação triangular perfeita, voltada para o rio Amarelo.
  • Maiji Shan: a montanha abriga um dos mais importantes grupos de esculturas budistas esculpidas no lado escarpado. São quase 200 cavernas contendo obras budistas.
  • Cavernas de Dunhuang: esse conjunto de cavernas protegidas pelo isolamento da área reúne pinturas e esculturas budistas.
  • Mausoléu de Aba Khoja: erguido no século 17, a sepultura da família de Aba Khoja, missionário muçulmano, é uma mostra da arquitetura islâmica na China, com decorações geométricas, minaretes e arabescos.

Tibete

Limitado por três das maiores cadeias montanhosas do mundo - Himalaia, Karakoram e Kunlun, o planalto tibetano, ou Teto do Mundo, foi aberto aos visitantes estrangeiros há pouco tempo. A única cidade grande do planalto é Lhasa, o núcleo do budismo tibetano, com o palácio dos dalai-lamas e grandes mosteiros. Ali também se encontra o Everest, objetivo de alpinistas e aventureiros. O ar rarefeito do Tibete intensifica a luz solar, o que exige do viajante cuidado extra: leve protetor solar. O que ver:

cavernas cartse
weareadventurers
Placa indica direção do Monte Everest

  • Lhasa: a capital do Tibet é dominada pelo Palácio de Potala, erguido no monte mais alto da cidade, o Marpo. Ex-residência do líder tibetano dalai-lama, tem três andares e mais de 1.000 aposentos. Eventos políticos e cerimônias religiosas acontecem no local.
  • Campo Base do Everest: nada mais do que um ajuntamento de barracas com uma casa de chá, o Campo Base é um passeio que vale pela vista maravilhosa do Everest e pelo trajeto até lá. O terreno é quase lunar, e se o viajante não estiver aclimatado, é melhor não inventar de dormir na base.
  • Lago Namtso: com cerca de 70 km de extensão e 30 km de largura, é o segundo maior lago salgado da China, que congela entre novembro e maio.

lago namtso
­Jason Maehl­
Ngozumba Tsho, quinto maior lago da China­

Na próxima página você vai encontrar informações úteis para a sua viagem à China.­

Básico do viajante

Quando viajar e o que levar

O auge da temporada turística da China é entre junho e setembro, a época mais quente do ano, com temperatura média de 32ºC. É ainda uma época difícil para locomover-se de uma atração turística a outra, já que boa parte da população também está viajando. Coloque na mala roupas leves, camisetas e bermudas se for pra lá no verão. Beba também muito líquido para evitar a desidratação e aumente o consumo de sal, para repor o sódio perdido pelo suor.

No inverno, as temperaturas podem baixar a até -25ºC. Se for para o norte da China, leve um agasalho à prova d'água e de vento, luvas, malha de lã, meias quentes e calçados resistentes. Se for para o sul, leve roupas quentes e malhas de lã. Primavera e Outono são os melhores períodos do ano para visitar a China. A temperatura é agradável na maior parte do território chinês.

Documentação

Antes de embarcar, verifique se sua documentação está em ordem. Para entrar na China é preciso ter em mãos um passaporte válido por, no mínimo, seis meses, e visto. Consulados e embaixadas chineses emitem visto-padrão de 90 dias para os turistas. No entanto, ao entrar com o pedido de visto, é preciso informar o motivo da viagem e as regiões que pretende visitar. Também é necessário apresentar um convite de uma agência de turismo da China e a passagem aérea de ida e volta. A permissão é emitida em sete dias úteis a partir da entrada do pedido.

Estando na China, tenha sempre o passaporte pronto para ser apresentado. O documento é exigido em hotéis, e a Agência de Segurança Pública pode pedir para vê-lo a qualquer momento. Guarde uma cópia das páginas de visto e das informações pessoais do passaporte. Eles podem ser úteis em caso de perda ou roubo do documento original.

Algumas regiões da China, como Lushun, Xanadu e Shennongjia, são parcialmente proibidas e é preciso pedir permissão à Agência de Segurança Pública. Se o destino é o Tibete, entre em contato com a Agência de Turismo Tibetano (ATT) para obter a autorização.

Vacinas

Certifique-se de estar em dia com as vacinas contra pólio e tétano e vacine-se contra hepatites A e B e tifo. Para quem vai visitar áreas rurais da China, é aconselhável levar medicamentos contra malária e encefalite japonesa. Esta última é transmitida por mosquitos que são abundantes no verão e podem provocar outras doenças. Vacina contra febre amarela é necessária para os visitantes que vêm de áreas endêmicas da doença.

Passeios

Todas as atrações da China cobram ingresso, e isso inclui mosteiros, templos e parques. Em alguns parques, é possível ter de pagar para entrar e para visitar as atrações internas. Fuja dos guias que grudam em você nesses locais.

Idioma

O idioma oficial da China é o putonghua (língua comum), conhecido como mandarim. Este dialeto é falado em todo o país, que tem muitos outros dialetos, tamanha a diversidade de seu povo.

Eletricidade

A corrente elétrica na China é 200 volts. Por isso, cuidado ao plugar seu equipamento eletrônico na tomada dos hotéis e pousadas chinesas. Leve uma tomada para conversão de voltagem e adaptadores de tomada. A maioria das tomadas na China é para dois ou três pinos chatos.

Fuso horário

A diferença de fuso-horário da China para o Brasil (Brasília) é de 16 horas. Prepare-se para o período de adaptação quando chegar lá.

Medidas e conversão

O sistema métrico é o mais empregado na China

Gorjetas

É pouco comum dar gorjetas na China. Isto significa que não é preciso dá-la e as pessoas não esperam recebê-la. Uma taxa que varia entre 10% e 15% é cobrada nos hotéis, e os restaurantes chiques incluem uma taxa de serviço na conta.

Segurança e saúde

Guarde câmera, filmadora e outros valores no cofre e leve o dinheiro, passaporte e cheques de viagem com você em um cinto preso ao corpo. Não deixe valores soltos nos quartos de hotéis, pousadas ou albergues e tenha cuidado para não fornecer detalhes aos companheiros de quarto.

Faça um seguro saúde antes de embarcar para a China. Os serviços médicos são relativamente baratos no país, mas muitas clínicas e hospitais sobretaxam os estrangeiros. Não espere também ser atendido em português ou em inglês. Somente os hospitais de cidades grandes com comunidades de estrangeiros estão preparados para prestar atendimento em inglês. Leve um kit contendo:

  • medicamentos pessoais
  • aspirina
  • antitérmico
  • analgésico
  • anti-histamínico
  • antidiarréico
  • soro fisiológico
  • pomada anti-séptica
  • material de primeiros-socorros

Bancos e caixas eletrônicos

O Banco do Brasil tem escritórios em Hong Kong e em Xangai, funcionando de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 16h30. O Banco da China tem a maior rede do país. Os caixas eletrônicos são raros em toda a China. Somente os de Hong Kong e Macau aceitam cartões estrangeiros, e caixas vinculados às redes Cirrus, Maestro e Plus são encontrados nos aeroportos e hotéis 5 estrelas de Pequim, Xangai, Guangzhou e Shensen.

Dinheiro

A moeda chinesa é o yuan (renminbi ou dinheiro do povo), e há muito dinheiro falso circulando. Lojistas costumam examinar grandes quantias e recusar notas muito danificadas. Na China não há conversão do Real para o yuan. Para comprar a moeda chinesa, você deve ter em mãos dólar, euro, libra ou yen. O câmbio pode ser feito em bancos e aeroportos. Alguns grandes hotéis também prestam esse serviço. Se no final da viagem ainda sobrarem yuan, troque-os por dólar quando sair do país, ou você ficará com uma moeda sem valor nenhum quando voltar para casa.

É mais vantajoso levar travellers cheques do que dinheiro. Além de mais seguros, a taxa de câmbio é melhor, apesar da comissão da agência. American Express e Visa são os mais aceitos no país.

Os cartões de crédito mais aceitos são Mastercard, Visa, Dinners e American Express, mas é aconselhável perguntar se a loja aceita qualquer um deles antes de efetuar uma compra. Passagens aéreas podem ser compradas com eles, mas as de trem devem ser adquiridas com dinheiro.

Comunicações

Telefonia local e internacional: as ligações locais e interurbanas podem ser feitas na maioria dos hotéis, nos postos da China Telecom e em telefones públicos. Os cartões telefônicos são o modo mais econômico efetuar ligações telefônicas. Mesmo que seu telefone celular seja compatível com a rede de telefonia móvel chinesa, sai mais barato comprar um aparelho e um cartão SIM lá, ou alugar um celular aqui para uso na China.

Internet: acessar a rede é possível em um dos muito cybercafés e lan houses da China, mas evite usar os centro de negócios dos hotéis e os cybercafés para turistas, que são muito caros. Lembre-se de que a Internet na China é policiada, e o governo bloqueou o acesso a sites de conteúdo considerado controvertido ou político.

Rádio e televisão: há dois canais de televisão com transmissão em língua inglesa: o CCTV9 e o CCTV4, ambos de conteúdo tendencioso. Na ampla rede de rádios chinesas não há programas transmitidos em inglês.

Jornais e revistas: é possível encontrar jornais e revistas estrangeiras nas bancas ou livrarias de hotéis, mas é comum que venham faltando páginas, devido à censura imposta pelo governo chinês.

Embaixada do Brasil: caso tenha seu passaporte roubado ou perdido durante a viagem, compareça à Embaixada do Brasil. Fica na rua Guanghua, 27, tels.: 6532-3881 e 6532-3883, em Pequim.

Telefones úteis:
Pequim:
Polícia: 110
Lista telefônica: 114
Previsão do tempo: 121
Administração dos serviços de táxi: 66012620
Informações do aeroporto: 66552515
Estação de trem de Pequim: 65128931
Centro municipal de primeiros-socorros de Pequim: 120
Shanghai:
Polícia: 110
Lista telefônica:114
Previsão do tempo: 121
Primeiros-socorros: 120
China Eastern Air: 6247-5953 (international) 6247-2255(doméstico)
Shanghai Air:6268-1551
Aeroporto internacional de Hongqiao: 6268-8918
Estação de trem de Shanghai: 6317-9090
Serviço de passageiros, Shanghai Harbour: 6326-1261

Confira na próxima página dicas de viagem para não se dar mal na China.

Dicas para se dar bem na China

Como se comportar em mosteiros, como se comunicar com os chineses, o que se pode ou não fazer sem dar mancada na China? Veja abaixo algumas dicas para não fazer feio ou para aproveitar melhor a viagem:

Pechinchar sempre: os chineses têm o hábito de pechinchar e esperam que o viajante também pechinche. Barganhe o preço das tarifas de hotéis e de produtos em lojas, feiras de rua, bazares noturnos e bancas de suvenires.

Vá de táxi: somente se você mesmo contratar o serviço. Chamar um táxi por meio do hotel custa quatro vezes mais do que se você for na rua e acenar para um veículo que passa.

Culinária: os chineses sentem-se ofendidos quando o estrangeiro faz cara feia para as comidas exóticas que são servidas no país. Como apenas 10% da terra é cultivável, fica difícil alimentar uma população de 1,3 bilhão de pessoas. Para matar a fome de toda essa gente, os chineses se habituaram a aproveitar e transformar em iguaria tudo o que é possível comer: de musgo a intestino de frango, de algas marinhas a escorpiões e cachorro. Por isso, antes de pedir algum prato, informe-se do que ele é feito. E se errar no pedido e receber um prato de insetos ou de ensopado de animais domésticos, respire fundo e coma sem fazer cara de nojo ou pensar em devolver a refeição. Você pode até gostar. Deixar o prato intacto é um insulto para os chineses.

Gato por lebre: a maioria das antigüidades à venda nos mercados é falsa. E, a não ser que você seja especialista é arriscado comprar esse tipo de produto na China. Caso você seja conhecedor, cuidado. Antigüidades produzidas até 1795 não podem sair do país.

Banheiros públicos: a maioria dos banheiros públicos na China ainda são buracos no chão para serem usados de cócoras. Leve sempre seu rolo de papel higiênico, pois vai precisar dele quando usar um desses banheiros.

Água: nem toda água da China é potável, principalmente as que saem das torneiras. Na dúvida, vá de água mineral engarrafada.

Mais informações

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Guias de Viagem

  • Guia Visual - China, 2007, Publifolha (em português)
  • Lonely Travel China, Damian Harper, 2007, 10ª edição (em inglês)