Para os muçulmanos, a Cúpula da Rocha em Jerusalém é o terceiro lugar mais sagrado do mundo, perdendo somente para Meca e Medina. Abrigada abaixo da deslumbrante cúpula de ouro (que foi construída seguindo cálculos matemáticos perfeitos), está a Rocha Sagrada, que é associada as três grandes religiões monoteístas.
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Acredita-se que esse templo tenha abrigado a Arca da Aliança, o local onde Moisés colocou as duas tábuas com os Dez Mandamentos. Herodes começou a reconstruir o templo em 20 a.C. e os muçulmanos acreditam que foi dessa mesma rocha que o profeta Maomé começou sua subida aos céus (hoje em dia os guias apontam para suas pegadas na Rocha Sagrada).
A Cúpula da Rocha foi construída pelo califa Abd al-Malik ibn Marwan no século 17. Ele queria que a mesquita octagonal tornasse óbvio que o Islamismo tinha o mesmo valor que as religiões que o antecederam: o Judaísmo e o Cristianismo. É provável que ele quisesse que a Cúpula da Rocha brilhasse mais do que os locais sagrados do Cristianismo na cidade.
A mesquita e seu exterior coberto de placas de mármore e telhas de vidro (que apresentam videiras, flores, formas geométricas e inscrições do Corão) são, com certeza, maravilhas a serem contempladas. Dentro, as paredes são cobertas com faixas de madrepérola, vidro verde, dourado e mosaicos. No centro fica a Rocha Sagrada - que é, comparando-se com seus arredores luxuosos, simples e básica, quase indescritível. Ainda assim, segundo a tradição, ela contém as marcas das mãos do arcanjo Gabriel, que segurou a rocha quando tentou seguir o profeta Maomé em sua subida ao céu.
Ao lado existe algo que lembra que esse lugar é o mais sagrado para o Judaísmo. Vestígios do templo de Herodes ainda existem, sendo chamado de Muro Ocidental, ou Muro das Lamentações. Ele é um destino solene dos judeus devotos.
Sobre o autor: Jerry Camarillo Dunn, Jr., trabalhou com a National Geographic Society por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler e depois escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: San Francisco. Dunn’s Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem aparecem em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Norte-americanos, a mais alta honra na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, uma estação de televisão pública de Boston.






