Introdução

Um iate reluzente de vidro ergue-se em meio ao Golfo Persa. Ele é a jóia de Dubai - o hotel mais alto do mundo. Balsas luxuosas transportam as pessoas através de uma trilha elevada sobre o oceano até a ilha do hotel, feita pelo próprio homem. Helicópteros com hóspedes vips aterrissam em um heliporto suspenso, um disco que paira ao longe sobre o oceano. Bolas de fogo crepitam na entrada e uma fonte lança jatos de água no átrio cavernoso e repleto de ouro. Os porteiros dão as boas-vindas com água-de-rosas, tâmaras e café enquanto os escoltam até suítes de dois andares, as quais são servidas por mordomos pessoais. Bem-vindo ao Burj Al Arab - o hotel sete estrelas de Dubai.

Galeria de imagens do hotel (em inglês)

dubai-1
Foto cedida por Jumeirah
Torres do Burj Al Arab de Dubai sobre o Golfo Persa

É claro que o Burj Al Arab, inaugurado em 1999, não é realmente um hotel sete estrelas - não existe tal coisa. Não há nem mesmo uma classificação de seis estrelas. A propriedade, administrada pela empresa de resorts Jumeirah, se auto-anuncia como um hotel de luxo de cinco estrelas, a mais alta classificação no que se refere a hotéis. Entretanto, a absoluta opulência de Burj e seu serviço escandalosamente cortês deram ao hotel uma reputação de sete estrelas.

A quinta estrela
Embora não haja nenhum padrão internacional para classificação de hotéis, o Mobil Travel Guide classifica os estabelecimentos nos Estados Unidos e no exterior. Um hotel americano com classificação de cinco estrelas pelo Mobil deve ter todos os atributos de um hotel quatro estrelas e mais um pouco de refinamento: flores frescas nos quartos, uma banheira e um chuveiro separados, serviço de piscina, uma seleção de jornais, serviço de quarto 24 horas e um quadro de pessoal educado [fonte: AP]

Os hóspedes no Burj olham para o lado de fora de suas janelas que vão do chão até o teto em direção a uma cidade pontilhada por fantásticos arranha-céus e incontáveis pontes suspensas. Dubai, um emirado dos Emirados Árabes Unidos, aparentemente cresceu da noite para o dia - local que era antigamente uma cidade beduína arenosa de mergulhadores de pérolas e pescadores e, mais recentemente, um sombrio e cinzento estado petrolífero. O petróleo, de fato, é a força por trás da corrida de Dubai para se tornar uma das cidades mais importantes do mundo - mas não da maneira como poderia ser esperado. O petróleo de Dubai está se esgotando. Deve acabar completamente dentro dos próximos 10 anos. E com a fonte de sua riqueza original definhando, o regente de Dubai, sheik Mohammed bin Rashid al-Maktoum, impulsionou seu país em direção a um negócio mais moderno: turismo.

Na próxima seção, aprenderemos como o Burj Al Arab ergueu-se em meio ao Golfo Persa.­