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Ao longo dos séculos 16 e 17, Noronha foi invadida por ingleses, franceses e holandeses. A ocupação contínua pelos colonizadores portugueses começou apenas no século 18. As primeiras grandes construções da ilha foram os fortes de São João Batista dos Dois Irmãos e Santo Antonio do Sueste. A Igreja Nossa Senhora do Remédios, na atual Vila dos Remédios, data de 1772.
A dificuldade para chegar e sair da ilha fez com que os portugueses começassem a usá-la como presídio. Derrubaram árvores, desmantelaram os fortes e mantiveram cativos no local. Com a independência do Brasil, Noronha continuou como uma ilha-presídio.
![]() Daniel Wiedemann/iStockphoto Ruínas de um dos presídios que existiram na ilha |
Durante o início do século 20, houve novas “invasões” estrangeiras. Italianos, franceses e ingleses instalaram, com o consentimento do governo brasileiro, cabos de telégrafos que ligavam a Europa à América do Sul. E, durante a Segunda Guerra Mundial, os americanos estabeleceram uma base na ilha que funcionava como ponto de apoio para as operações dos aliados no conflito.
![]() Daniel Wiedemann/iStockphoto Ruínas de um abrigo militar usado durante a Segunda Guerra Mundial |
A partir de 1938, a ilha serviu de presídio político e colônia correcional, muito usado durante a ditadura militar (1964-1985). A administração da ilha ficou a cargo do exército brasileiro entre 1943 e 1981 e da Aeronátucia até 1986. Atualmente, Fernando de Noronha está sob a gerência de um Administrador Geral, indicado pelo governador de Pernambuco, e de um Conselho Distrital, eleito pelo voto direto dos moradores.