Não é a toa que há um limite diário de turistas no arquipélago. Um dos motivos é o abastecimento de água. Não há rios em Noronha, e 90% da água consumida pelos visitantes e ilhéus vem de um dessalinizador marinho implantado em 2003. As pequenas bacias, a reduzida capacidade de retenção de água e o clima de acentuada estiagem propiciam riachos temporários como: Riacho Mulungú (Praia do Cachorro), Córrego de Atalaia (Praia de Atalaia) e Riacho Maceió, mais importante, alimenta a Barragem do Xaréu que abastece a população (Baía do Sueste).
![]() Daniel Wiedemann/iStockphoto A lagartixa Mabuia é um dos animais endêmicos da ilha |
Outro dos grandes problemas locais é o lixo, separado na própria ilha. O que for reciclável é transportado pelo mar até o continente. O restante é tratado em Noronha.
Diz uma lenda local que a BR-363, que corta a ilha, é a menor estrada federal do Brasil. Não é. Apesar de ter apenas 7,2 km de extensão, ela é 1,3 km menor do que a rodovia que atravessa o município de Aparecida (SP) em direção ao Santuário Nacional.
O fuso horário do arquipélago é diferente do continente. Em Noronha, o relógio marca uma hora a menos do que no Recife. A capital pernambucana, a 561 km do arquipélago, é o principal ponto de partida para a ilha, além de Natal.
![]() Daniel Wiedemann/iStockphoto O morro do Pico visto do Buraco da Raquel |
A população de Noronha é claramente dividida em dois tipos: os “nativos” e os “forasteiros”. Os descendentes daqueles que foram para o arquipélago antes da década de 80 têm direito a morar na ilha e possuir terras sem restrições. Já aqueles que se mudaram nos últimos anos para lá só podem permanecer na ilha se tiverem uma autorização de trabalho ou se se casarem com um local. Caso contrário, têm de voltar para o continente ou pagar a taxa diária de preservação do Ibama. Atualmente, moram na ilha cerca de 2,5 mil pessoas.