Os primeiros europeus a ver as estátuas da Ilha de Páscoa chegaram em terra firme no domingo de Páscoa de 1722, originando o nome da ilha
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Tufos vulcânicos de três vulcões extintos da Ilha de Páscoa forneceram matéria-prima para que os habitantes da ilha esculpissem estas figuras

As figuras colossais de pedra contemplam a ilha com olhos cobertos pelas sombras, olhos que guardam um passado distante e misterioso. O local onde elas ficam flutua solitário no Pacífico Sul, a aproximadamente 3.706 km da costa do Chile. É a ilha habitada mais isolada do planeta.

As estátuas, chamadas de moai, têm aproximadamente 7 metros de altura, tendo a maior delas, incríveis 21 metros. Muitas das figuras estavam originalmente em plataformas de pedra e algumas tinham topetes de uma pedra de tom avermelhado, que alguns arqueólogos acreditam representar um estilo masculino de corte de cabelo comum da ilha. Os enormes topetes pesam o mesmo que dois elefantes, embora tenham sido, de alguma forma, colocados em cima das figuras.

Os estudiosos acreditam que habitantes das Ilhas Maquesas migraram para Rapa Nui (o nome polinésio original da ilha de Páscoa) antes do ano 400. Segundo a lenda local, entretanto, houve dois grupos de colonizadores - conhecidos como os Orelhas Compridas e os Orelhas Curtas - que vieram de lugares diferentes.

Não se sabe ao certo que grupo esculpiu os moai, mas os conflitos entre eles exterminaram os Orelhas Compridas e danificaram muitos monumentos. Mais tarde, clãs rivais donos das estátuas tombaram os moai para ofender e provocar uns aos outros. Atualmente, estátuas caídas estão espalhadas por toda a ilha. No século XX, algumas foram recolocadas em suas posições originais.

Dos 887 moai da ilha, quase a metade é composta por figuras esculpidas que ainda estão nas pedreiras da ilha, em posição horizontal. Para fazer até mesmo uma estátua de porte médio devem ter sido necessárias duas equipes de homens trabalhando, no mínimo, durante um ano. Cada figura era, então, retirada da pedreira e movida, de alguma forma, para seu lugar (às vezes bastante longe) - talvez rebocada num trenó feito com troncos de árvore, transportada em rolos de madeira ou em pedras redondas. Finalmente, a imensa figura tinha de ser levantada e colocada numa plataforma elevada.

Originalmente, as estátuas da Ilha de Páscoa não tinham os olhos brancos e vazios que vemos hoje, mas sim, esferas de coral e rochas cravadas. Para que mundo perdido elas olhavam?

Sobre o autor: Jerry Camarillo Dunn Jr. trabalhou com a National Geographic Society por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler e depois escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: San Francisco. Dunn’s Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem aparecem em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Norte-americanos, a mais alta honra na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, Boston.