Uma viagem para a Índia

Uma viagem para a Índia é como entrar em um filme. São muitos os choques culturais e tem que estar preparado para o superassédio, o calor escaldante (entre julho e setembro), muitas cores, muita poeira, templos e deuses, sobretudo muitas imagens e informações.

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© istockphoto.com / Jeremy Edwards
Barcos no Ganges, o rio sagrado dos indianos

O modo de vida da Índia é único, apesar da globalização. Um dos maiores países em desenvolvimento do mundo, com cerca de 1 bilhão e 200 milhões de habitantes, é resistente aos costumes ocidentais. Mulheres de saris lindos, trajes típicos coloridos e exóticos, em composê de cores, são vistas pelos campos na agricultura, quebrando pedras na construção civil e em todo e qualquer trabalho braçal, enquanto homens conversam, supervisionam e observam. Os casamentos continuam sendo arranjados pelos pais, como no filme “Casamento à Indiana”. De calça jeans ou roupas ocidentais, somente as mulheres estrangeiras.

Para quem desembarca na antiga Bombaim, hoje Mumbai, vindo do Brasil, em voos via África do Sul, chega-se à noite. O primeiro impacto é ver dezenas e dezenas de indianos dormindo lado a lado, quase que disputando um lugar na sarjeta da cidade mais emergente do país. Mumbai é a cidade mais ativa economicamente, seja pelas empresas de serviços e tecnologia e também por ser a sede de Bollywood, o maior produtor de filmes do mundo. São 350 películas ao ano, deixando os empresários de Hollywood muito atrás em termos de quantidade. É nessa cidade que chegam milhares de indianos, em busca de melhores oportunidades de trabalho. Depois do choque inicial, é hora de conhecer as belezas da cidade, como o Hotel Taj Mahal, preferido das estrelas, de frente para o mar e para o maravilhoso portal da cidade.

A próxima etapa de um tour pelo país é Jaipur, estado do Rajastão, a cidade rosa, isso por que é quase toda construída de pedra arenito. Diz a lenda que um Marajá mandou pintar de rosa, na ocasião da visita do Príncipe de Gales. Subir ao Forte Âmbar, no lombo de elefantes é realmente emocionante. Além do belo passeio, começa ali o assédio de vendedores de objetos típicos, fotógrafos, pedintes e, se estiver em grupo, de companheiros de viagem loucos por uma foto. A cidade oferece outros belos monumentos e hotéis com vista para o lago, como o Hilton Trident Jaipur. É excelente para compras, assim como toda Índia. Depois de conhecer e fotografar o Palácio dos Ventos, é hora de conhecer as ruas que têm pequenas lojas e comércio para lá de improvisado, cujo lema é “regatear sempre”. Um objeto chega a ser comprado por metade ou até por um décimo do valor cobrado inicialmente. É nesse momento que lembramos que há milhares de anos o indiano é perito em negociações, desde as navegações portuguesas e espanholas em busca das famosas especiarias.

A melhor opção de jantar é o luxuoso Hotel Raj Palace, um antigo palácio que conserva ainda os aposentos e adereços dos príncipes. O restaurante tem um menu de degustação e o serviço é um verdadeiro ritual, com garçons que trazem vários pratos em bandejas de prata cobertas que fazem qualquer mortal se considerar um verdadeiro “marajá”.