O London Eye como atração

O London Eye não oferece "passeios", mas sim "voos". A atração fica aberta todos os dias, exceto no dia do Natal e durante uma semana em janeiro, para manutenção.

Do alto da roda gigante, em um dia claro, se pode ver por 40 km - até o castelo de Windsor. Cada rotação demora cerca de 30 minutos, e a roda se move a cerca de um quilômetro por hora, devagar a ponto de permitir que passageiros embarquem e desembarquem sem que ela precise parar -- ainda que seja possível fazê-lo, para fins de segurança, em caso de passageiros idosos ou com problemas de deslocamento.

A vista de 40 km oferecida pelo London Eye
© istockphoto.com / Andrea Manuela Kasper
A vista de 40 km oferecida pelo London Eye

O London Eye transporta 3,5 milhões de visitantes ao ano. Cada uma das 32 cápsulas comporta até 25 pessoas, o que permite que a roda leve até 800 passageiros simultaneamente. O ingresso comum custa US$ 28. Mas também há pacotes especiais, incluindo voos privados em cápsulas exclusivas, com champanhe e coquetéis, bem como degustações de vinho, cafés da manhã e muitas outras possibilidades. Muitos casais ficam noivos ou se casam (em inglês) na roda gigante. Mas não esqueça a carteira -- quanto mais confortos, mais cara sai a experiência. Por exemplo, um "voo privado com champanhe" custa 800 libras, e você precisa fornecer a champanhe. O London Eye recomenda reservar com antecedência quaisquer voos especiais.

Originalmente, o London Eye era iluminado por tubos fluorescentes à noite. O sistema se provou dispendioso demais. A fim de alterar as cores da iluminação em ocasiões especiais, trabalhadores precisavam revestir as lâmpadas manualmente com um gel colorido. Em 2006, uma empresa chamada Color Kinetics assumiu a responsabilidade pela iluminação e instalou uma por LED, controlada por computador. A tecnologia de iluminação LED Chromacore acrescenta um microprocessador a cada conjunto de LEDs, possibilitando o controle central de cor, intensidade e efeitos. Hoje, o London Eye pode ser iluminado com inúmeras cores e até realizar espetáculos de luz.

Mais sucessos e fracassos do milênio

O Domo do Milênio de Londres (agora conhecido como O2) foi construído originalmente para abrigar uma exposição que comemorava o milênio. Depois, ele ficou desocupado por diversos anos antes de se transformar em espaço para espetáculos.

A Ponte do Milênio, travessia do Tâmisa para pedestres, foi inaugurada como símbolo da arquitetura do novo milênio. Mas quando os pedestres começaram a usá-la, ela se provou instável. Depois de ser fechada rapidamente, passou por uma reforma de US$ 8,9 milhões e foi reativada em 2002.

Todos lemos muitas histórias de terror sobre brinquedos de parques de diversão e, por isso, não há como não imaginar se algo de errado já aconteceu no London Eye. A resposta é "sim". Em março de 2008, a roda enguiçou e 400 passageiros ficaram presos por cerca de uma hora. Os engenheiros perceberam um erro em um dos pneus que geram a rotação da roda e a pararam para reparos de emergência. Ninguém se feriu, mas muitos passageiros estavam irritados e assustados ao descer em completa segurança [fonte: McCathie (em inglês)]. Em 2002, os engenheiros também pararam a roda por algumas horas ao perceber que sua rotação estava rápida demais. Ela estava vazia no momento.

Durante sua construção, o London Eye passou por testes, monitoração e avaliação de segurança intensivos. Essa monitoração continua até hoje. A cada manhã, computadores e seres humanos realizam um teste de segurança sobre todos os aspectos da roda gigante. Durante a operação, sensores de segurança instalados em cada cápsula enviam relatórios constantes à sala de controle no solo. Cada sistema tem um segundo sistema de apoio. Em caso de problema, o operador pode retornar a cápsula ao chão em oito minutos, não importa onde ela esteja no início do incidente, alterando a direção ou acelerando a rotação.

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