![]() Foto cedida Departamento de Energia Uma máquina tuneladora |
Uma TBM é uma máquina tão larga que geralmente precisa ser transportada em partes. Ela usa discos e raspadores para esmigalhar e remover rochas e entulho, criando o túnel. Um transportador remove esse entulho do túnel para que as equipes possam ajustá-lo. Apesar de se mover lentamente, uma TBM pode cavar através de leitos rochosos sólidos e solo mais fofo, e suporta o túnel à medida que cava.
Máquinas como essa não existiam durante a construção dos primeiros metrôs do mundo. As equipes de construção tinham que escavar as linhas de metrô, em cidades como Londres e Paris, com as mãos. Esse era um trabalho lento, difícil e perigoso. Por exemplo, cavar os túneis do metrô da cidade de Nova York exigiu quase 8 mil trabalhadores. Centenas se feriram durante a construção e mais de 60 morreram. Métodos de construção aperfeiçoados não evitaram completamente os acidentes nas construções de metrô. Em janeiro de 2007, um desmoronamento em um local de construção de metrô em São Paulo, soterrou um miniônibus e vários caminhões basculantes e criou uma cratera de 80 m de largura.
Durante os anos, as equipes usaram uma variedade de métodos para escavar os túneis de metrô. Algumas explodiram pedras com dinamite, e outras utilizaram blindagens móveis para proteger os trabalhadores durante a escavação de tubos côncavos sob as ruas e os prédios. Na década de 1950, algumas equipes começaram a usar o New Austrian Tunneling Method (NATM), uma reunião de técnicas para determinar como e onde cavar. Você pode aprender mais sobre outros métodos modernos de tunelagem em Como funcionam os túneis.
![]() Em uma escavação cut-and-cover, as equipes cavam uma trincheira e a cobrem com uma superfície asfáltica temporária ou permanente. |
Um dos métodos mais comumente usados na construção dos primeiros metrôs foi o cut-and-cover. Esse método requer que os trabalhadores façam exatamente o que o nome sugere: abram uma trincheira profunda e a cubram. Para fazer uma cobertura estável sobre o local da escavação, os trabalhadores posicionam colunas de sustentação em ambos os lados da trincheira. Depois, eles colocam modilhões e vigas através da trincheira, usando as colunas de sustentação como suporte. Uma pavimentação temporária ou permanente pode ser assentada sobre essa superfície. As vigas e os modilhões também poderiam sustentar suportes para as tubulações e os conduítes descobertos durante o processo de tunelagem. Com esse método, geralmente as equipes podiam criam um túnel que era profundo o suficiente para o trem viajar, mas raso o bastante para evitar atingir rochas quase impenetráveis.
![]() Foto cedida; 2001-2007 Stock.Xchng Um túnel de metrô acabado |
Esse método era mais seguro e mais prático do que cavar horizontalmente sob a terra. As equipes, porém, geralmente usavam as ruas das cidades como diretrizes para saber onde cavar, o que causava a destruição completa, porém temporária, de vias existentes. Os planejadores estavam dispostos a aceitar esse inconveniente porque usar as vias como guia facilitava a tunelagem. Primeiro, isso permitia aos planejadores ter certeza de que o metrô estava onde as pessoas precisavam dele. Segundo, isso reduzia a probabilidade de encontrar fundações de prédios ou de danificar estruturas existentes.
Seguir a via, contudo, nem sempre evita que as equipes de trabalho deparem com obstáculos inesperados. Vamos ver alguns deles nesta seção.