![]() Foto cedida; 2001-2007 Stock.Xchng As entradas de metrô tornam inevitável lidar com a infra-estrutura enterrada na cidade. |
Às vezes, os trabalhadores precisam alterar a rota de tubulações e cabos existentes antes que a construção possa continuar. Em outros casos, os trabalhadores podem escavar ao redor deles e suspendê-los das superfícies acima. Ocasionalmente, os trabalhadores descobrem tubulações ou conduítes que não aparecem em nenhum mapa da cidade: isso acrescenta a etapa extra de determinar exatamente qual é o propósito dessas tubulações e se elas podem ser removidas. Em alguns casos, porém, trabalhar ao redor de canos e tubulações é a parte fácil. Em cidades ao redor do mundo, as equipes descobriram vários outros obstáculos naturais e feitos pelo homem ao escavar os túneis de metrô. Uma dificuldade comum envolve água subterrânea. Os trabalhadores podem descobrir qualquer coisa, desde solo úmido e inconsistente até aqüíferos ou fontes de água subterrânea, ao cavarem. Às vezes, as equipes podem usar bombas ou cavar poços de desaguamento para remover a água. Algumas fontes de água requerem medidas mais extremas. Durante a escavação dos túneis do metrô de Paris, os trabalhadores usaram tubos de cloreto de cálcio de baixa temperatura para congelar lama intratável, permitindo removê-la como argila sólida.
Além da água subterrânea, muitos metrôs precisam atravessar rios e outros corpos de água acima do solo. Às vezes, uma equipe pode cavar sob um rio usando máquinas de escavação modernas. Em alguns casos, porém, o solo abaixo do rio é muito úmido e lamacento para ser manipulado. Cavar sob um rio também pode ser particularmente perigoso: durante a escavação das linhas de metrô de Paris, tentativas de cavar sob o rio Sena levaram a vários afogamentos. Em outra tentativa, trabalhadores jogaram compartimentos lacráveis no fundo do rio, depois usaram ar comprimido para forçar toda a água de dentro do compartimento. Dentro do confinamento do compartimento, as equipes puderam continuar a cavar. O trabalho, porém, era difícil, e esses trabalhadores geralmente recebiam salários mais altos que aqueles que cavavam os túneis em solo e pedras comuns.
Na década de 1960, os trabalhadores em San Francisco usaram uma versão do método "cut-and-cover" (cavar e depois tapar) para criar um túnel através da Baía de San Francisco. Os trabalhadores cavaram uma trincheira na qual enterraram seções de túnel pré-fabricadas. Mergulhadores posicionaram as seções nas posições precisas e as prenderam umas às outras. Junções flexíveis em cada extremidade ajudaram a proteger o túnel de terremotos.
Em alguns casos, formações geológicas de ocorrência natural podem interromper a construção. Na cidade de Nova York, uma rocha difícil de cortar chamada xisto impediu os trabalhadores de cavarem mais profundamente no solo abaixo da cidade. Equipes modernas podem usar explosivos ou máquinas tuneladoras para passarem através de rochas densas, mas as primeiras equipes, às vezes, precisavam alterar a rota dos túneis do metrô para desviar de rochas intransponíveis.
![]() Domínio público Trabalhadores escavam um local para uma estação de metrô em Praga. |
Finalmente, várias equipes descobriram estruturas feitas pelo homem ao cavarem túneis de metrô, particularmente em cidades muito antigas. Equipes em Paris, por exemplo, descobriram balas de canhão, catacumbas cheias de ossos humanos e as fundações de prédios históricos. O metrô de Paris também viaja através de pedreiras muito profundas que existem desde os tempos da Roma antiga. Em alguns casos, a base da pedreira estava bem mais abaixo de onde o trilho do metrô precisava passar. Trabalhadores tiveram de construir pontes dentro das pedreiras. Em outras palavras, partes do metrô de Paris são trilhos subterrâneos elevados.
A construção de uma rede de túneis é complexa e desafiadora, mas essa é apenas uma pequena parte de um sistema de metrô. Na próxima seção, veremos os outros componentes.