Operando e mantendo um metrô

A maioria dos trens de metrô roda ao longo de trilhos que estão assentados há anos, às vezes, desde a inauguração do metrô. O clima e o desgaste diário cobram seu pedágio sobre os trilhos. Os trilhos do metrô da cidade de Nova York, por exemplo, são feitos de 11,8 m de extensão de aço-carbono. Cada trilho tem 13,9 cm de altura e 6,35 cm de largura. Trens que pesam 400 toneladas rodam ao longo desses trilhos 24 horas por dia, todos os dias. Além disso, as temperaturas recordes variam de -4 °C, em janeiro, a 39 °C, em julho [Fonte: BBC Weather (em inglês)]. Seções dos trilhos expostas ao clima enfrentam chuva, neve, granizo e outras precipitações diariamente.

Todos esses fatores podem afetar a superfície e o alinhamento dos trilhos. Se os trilhos se deterioram ou se curvam, os trens podem descarrilar. Por essa razão, os funcionários de percurso monitoram constantemente o estado dos trilhos. Para fazer isso, eles usam um trem geométrico.

Geometry train
Os elementos e sensores comumente encontrados em um
trem geométrico

Os sistemas de ferrovias e metrôs ao redor do mundo usam algum tipo de trem geométrico para monitorar os trilhos. São vagões que viajam ao longo dos trilhos usando lasers montados na frente e na parte de baixo para obter medições precisas dos trilhos. Em Nova York, o trem geométrico circula ininterruptamente. Funcionários viajam nele, analisando as medições e solicitando reparos para qualquer seção da pista que esteja desalinhada mais do que 3,1 cm.

Quebrando recordes
A escada rolante de 154,8 m, na estação Wheaton, em Washington, D.C., é a mais longa escada rolante do hemisfério ocidental.
O trem geométrico também pode ajudar os funcionários a evitar incêndios dentro dos túneis do metrô. Lixo ou entulho próximos dos trilhos do metrô podem se incendiar e rapidamente encher um túnel com fumaça. Para evitar isso, os funcionários usam sensores infravermelhos para apontar locais quentes próximos dos trilhos. Eles usam extintores de incêndio para remover quaisquer ameaças de fogo.

Os funcionários que monitoram os trilhos a partir do trem geométrico são apenas uma pequena parte do pessoal requerido para manter um sistema de metrô operando. Virtualmente todo sistema de metrô também emprega equipes de custódia, de segurança e de emergência médica. Os sistemas com trens automatizados empregam supervisores para trabalhar a partir da sala de controle, e sistemas com trens operados manualmente empregam ambos, operadores e equipe de sala de controle. Além disso, os metrôs têm uma equipe de gerenciamento para criar e implementar um orçamento para operar o metrô e para coordenar renovações e expansões.

Muitos metrôs não são auto-suficientes financeiramente e precisam contar com apoio do governo para permanecer no negócio. Em Nova York, por exemplo, somente cerca de metade do dinheiro requerido para operar o metrô vem das passagens dos usuários. Por essa razão, manter um metrô operando envolve interação cuidadosa entre as agências do governo e processos de aprovação para atualizações planejadas.

Na próxima seção, veremos em detalhes as ampliações e ameaças aos sistemas de metrô.

Estações de metrô
Uma estação do metrô é essencialmente um alargamento no túnel do metrô com uma plataforma a partir da qual as pessoas podem entrar no trem e sair dele. A maioria das estações também inclui máquinas que recolhem fichas ou passes, catracas para evitar entrada ilegal e escadas, escadas rolantes ou elevadores para permitir aos passageiros o acesso ao nível da rua. Muitos sistemas de metrô também exibem trabalhos de artes locais ou especialmente comissionados nas estações de metrô.

A maioria dos sistemas de metrô mais antigos tem numerosas estações abandonadas entre seus túneis. As autoridades podem fechar estações usadas aleatoriamente ou substituir aquelas que se tornaram obsoletas por estações mais recentemente construídas. Em muitos sistemas, essas estações ainda contêm seus móveis e decoração originais.