Ampliações, atualizações e ameaças

Como os metrôs são construídos para ser uma parte permanente da infra-estrutura de uma cidade, tanto expansões quanto renovações são inevitáveis. Mudanças culturais e eventos importantes também podem ter um profundo impacto sobre quando e como uma cidade atualiza e mantém seu metrô. Por exemplo, a ênfase na conservação de energia levou ao aumento do uso dos metrôs e à necessidade de expansão em algumas grandes cidades. Outros eventos tiveram o efeito oposto: no final da Segunda Guerra Mundial, muitas pessoas em cidades do mundo todo compraram carros e pararam de usar o metrô. Alguns sistemas caíram em desuso e os governos locais gastaram cada vez menos dinheiro para realizar sua manutenção. Em pouco tempo, alguns sistemas, como o sistema da cidade de Nova York, ficaram em um mau estado de conservação.

Bilhetes, por favor
À medida que túneis e trens se tornaram mais sofisticados, os métodos que as pessoas usam para comprar uma passagem de trem também mudaram. Originalmente, as pessoas compravam os bilhetes ou pagavam com moedas. Alguns sistemas mudaram para acesso por meio de fichas para evitar a atualização das catracas sempre que a passagem aumentava. Hoje, muitos sistemas de metrô usam bilhetes RFID em vez de moedas ou fichas.

Para tais metrôs, equiparar trens, estações e túneis pode ser caro. A Autoridade de Trânsito Metropolitano aprovou um pedido de US$17,2 bilhões para aperfeiçoar o metrô da cidade de Nova York em 1994. Mesmo para os sistemas com boa manutenção, as autoridades freqüentemente devem avaliar a necessidade de ampliações para a linha ou atualizações de equipamento e material circulante. Em muitos casos, tais atualizações são necessárias para garantir a segurança de funcionários e passageiros.

Subway collision
Domínio público
Uma colisão em novembro de 2004 na Estação Woodley Park-Zoo/Adams Morgan em Washington, D.C.

Mesmo com uma equipe que trabalha 24 horas por dia e aperfeiçoamentos de última geração, alguns poucos fatores, porém, ameaçam os metrôs. Alguns dos perigos mais comuns são:

  • incêndios iniciados quando faíscas das rodas ou do terceiro trilho acendem lixo ou entulho;
  • inundações durante clima extremo ou quando os sistemas de drenagem falham;
  • colisões causadas pelo maquinista ou erro de sinalização
  • descarrilamentos causados por trilhos danificados ou objetos estranhos.

Além disso, medidas de segurança insuficientes em alguns sistemas de metrô causaram pichações, roubos, assaltos e outros crimes. Alguns sistemas até sofreram ataques terroristas. Um ataque de gás sarin no metrô de Tóquio, em 1995, matou 12 pessoas e deixou outras 493 hospitalizadas. Terroristas detonaram bombas em três trens do metrô de Londres durante o horário de rush em 7 de julho de 2005. Após o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center, as torres desmoronadas destruíram uma estação do metrô e danificaram partes dos trilhos sob os prédios.

Mind the Gap
Foto cedida; 2001-2007 Stock.Xchng
Os metrôs, juntamente com as sinalizações e avisos associados a eles, se tornaram parte da cultura popular em muitos países.

Por outro lado, normalmente os sistemas de metrô ao redor do mundo forneceram segurança e abrigo. Durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, os moradores de Londres e Paris se abrigaram nos túneis do metrô durante os ataques aéreos. Membros da Resistência Francesa na Segunda Guerra Mundial também usaram os túneis para se comunicar uns com os outros e viajar pela cidade. Além disso, as pessoas sem teto se refugiaram em muitas estações do metrô no mundo todo. Na cidade de Nova York, isso levou à crença de que existem sociedades organizadas de pessoas conhecidas como "toupeiras" vivendo sob a terra. Apesar de os pesquisadores concordarem que as pessoas, de fato, moram dentro dos túneis, há pouca evidência conclusiva, porém, da existência das sociedades descritas em algumas narrativas não constatadas.

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Inspeção de trem
Os vagões do sistema de metrô da cidade de Nova York têm uma vida útil de 40-50 anos. Manter um trem rodando durante esse período requer uma inspeção periódica bimensal no Coney Island Overhaul Shop, que tem uma equipe de 750 mecânicos. Durante sua vida útil, um vagão passará por:
  • quarenta e oito rodas;
  • vinte e quatro motores;
  • vinte e quatro eixos.
As equipes enviam os vagões que atingiram o final de sua vida útil para a costa da Carolina do Sul, onde eles integram um recife artificial.