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| Photodisc A Grande Muralha é o único monumento histórico que os cartógrafos destacam nos mapas mundiais |
Serpenteando pela paisagem do norte da China como um dragão coberto de escamas marrons, a Grande Muralha se estende do deserto até o mar. E como um dragão, a muralha tem uma aura mítica e um importante lugar na cultura asiática - e no mundo.
Arqueólogos discordam sobre quando as primeiras partes da muralha foram construídas, mas podem ter sido erguidas por volta do século VII a.C. O que sabemos é que o trabalho teve início para conectar várias arquiteturas construídas durante o século III a.C. O trabalho prosseguiu até o século XVII, resultando em uma estrutura que se estende por cerca de 6.500 km, atravessando a China.
A visão de uma muralha quase contínua pertenceu a Qin Shi Huang, unificador do império, fundador da Dinastia Qin (221-207 a.C.). Sob seu império, a Grande Muralha tomou a imensa proporção que tem ainda hoje. As antigas muralhas defensivas que separavam territórios então rivais foram unidas para formar a barreira contínua de terra contra invasores bárbaros do Norte.
Imperadores que vieram depois aumentaram a extensão da muralha, mas os reis da medieval Dinastia Ming a transformaram em sua principal iniciativa, cobrindo a muralha com pedras e tijolos, adicionando inovações. Próximo aos caminhos considerados estratégicos sobre as montanhas, eles ergueram nada menos que 20 muralhas paralelas para confundir os invasores.
Por fim, a Grande Muralha atingiu uma escala colossal. Tinha em média 7 metros de espessura e espaço suficiente no topo para que cinco soldados a cavalo andassem lado a lado. A muralha, portanto, servia como uma via elevada para soldados e comerciantes. Além disso, guardas nas torres podiam enviar sinais - usando tambores, fumaça da queima de estrume de lobos, ou tiros de canhão - até o imperador em Pequim.
Paradoxalmente, a muralha não era uma linha de defesa totalmente eficaz. Muitos invasores conseguiam romper a barreira. Cada sentinela era um ponto fraco em potencial, porque eles podiam ser subornados. Em meados de 1600, em uma passagem bem fortificada sobre a montanha próxima ao Mar Amarelo, um general traidor simplesmente deixou soldados Manchus a cavalo atravessarem. Os invasores marcharam até Pequim, estabeleceram uma nova dinastia e não continuaram o trabalho da Grande Muralha - que não havia, no final das contas, impedido a invasão. Durante os três séculos que se seguiram, grande parte da muralha desmoronou ou foi coberta de vegetação.
Hoje, muitas partes da Grande Muralha foram reconstruídas para enfrentar a chegada de um novo exército de invasores modernos - cerca de 10 mil turistas todos os dias.
SOBRE O AUTOR: Jerry Camarillo Dunn Jr. trabalhou na National Geographic Society durante mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler, depois escrevendo guias de viagem. Seu trabalho mais recente foi no "National Geographic Traveler: San Francisco". O "Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States" de Dunn já vendeu mais de 100 mil cópias. Suas histórias sobre viagem são publicadas em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Dunn já ganharam três prêmios Lowell Thomas da Sociedade Americana de Escritores de Viagem - o maior prêmio da categoria. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto de um programa de viagem para a WGBH, canal de TV aberta de Boston.
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