Falha do piloto automático

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Digital Vision/Getty Images
Pilotos automáticos podem
controlar um avião muito mais
suavemente que os pilotos humanos­

Os pilotos automáticos podem e, de fato, falham. Um problema comum é algum tipo de falha no servo, tanto devido a um motor com defeito ou a uma conexão com defeito. Um sensor de posição também pode falhar, resultando na perda dos dados de entrada para o computador do piloto automático. Felizmente, os pilotos automáticos para aeronaves tripuladas são projetados à prova de falhas, isto é, nenhuma falha no piloto automático pode evitar a intervenção efetiva do cancelamento manual. Para cancelar o piloto automático, um membro da tripulação simplesmente tem de desengatar o sistema, tanto girando uma chave de força ou, se isso não funcionar, puxando o disjuntor do piloto automático.

Algumas colisões de aeronaves foram atribuídas a situações nas quais os pilotos falharam ao desengatar o sistema de controle de vôo automático. Os pilotos acabam lutando com os ajustes que o piloto automático está administrando, incapazes de descobrir porque o avião não faz o que eles estão pedindo que faça. É por isso que os programas de instrução reforçam o treinamento para cenários como esse. Os pilotos devem saber como usar cada recurso de um AFCS, mas eles também devem saber como desativá-lo e voar sem ele. Eles também precisam seguir uma rigorosa programação de manutenção para ter certeza de que os sensores e servos estão em boas condições de funcionamento. Quaisquer alterações ou consertos em sistemas-chave podem requerer que o piloto automático seja ajustado. Por exemplo, uma mudança realizada nos instrumentos de bordo irá requerer o realinhamento das configurações do computador do piloto automático.

O acidente de John F. Kennedy Jr.
Houve muita especulação sobre o que causou o acidente de avião que matou John F. Kennedy Jr., juntamente com sua esposa, Carolyn Bessette Kennedy, e a irmã dela, Lauren Bessette, em 16 de julho de 1999. Apesar do National Transportation Safety Board (NTSB) ter determinado como provável causa do acidente um erro do piloto devido à desorientação espacial, alguns insistem que uma falha mecânica, talvez até uma falha relacionada ao piloto automático, contribuíram para o acidente.­

O avião, um Piper PA-32R-301, Saratoga II, N9253N, estava equipado com um Sistema de Controle de Vôo Automático Série Bendix/King 150, um piloto automático de dois eixos que controlava a inclinação e a rolagem. A investigação realizada pelo NTSB revelou que o piloto automático teve mal funcionamento uma ou duas vezes antes do acidente, virando o avião para uma nova direção. O problema requer que o piloto automático seja desengatado e reengatado novamente.

Ainda que tal problema com o piloto automático pudesse ter contribuído para os eventos que levaram ao acidente, isso parece pouco provável. De fato, alguns relatórios indicam que o piloto automático já tinha sido desengatado antes de o avião apresentar problemas.