Mitos, estereótipos e realidade

O estereótipo dos pilotos comerciais tem sido, há muito tempo, de serem homens que não temem nada, com corpo perfeito, bons em matemática, treinados militarmente, abençoados com uma visão perfeita, todos recebendo como os capitães graduados de 747 (não importando o avião que eles pilotam) e trabalhando apenas três dias por semana ou alguns meses por ano.

Nos anos 50, algumas dessas idéias eram reais: a média dos pilotos profissionais era de homens brancos, militares, que não usavam óculos (pelo menos quando foram contratados). Com um pouco de sorte na carreira, eles se tornavam pilotos graduados, pilotando os aviões maiores e, como tais, ganhando muito bem.

Aproximadamente a metade dos pilotos profissionais nunca pilotou no exército e, uma vez que sua vista possa ser corrigida em 20/20, um (ou uma) piloto pode usar óculos fundo-de-garrafa. Os compromissos com o trabalho variam muito entre as linhas aéreas, mas estar longe de casa, aproximadamente metade do mês, é uma média boa. Nem todos os pilotos têm o corpo e a saúde de um instrutor de aeróbica, mas todos devem ter a saúde boa o bastante para passar pelos exames médicos periódicos.

Apenas poucos capitães graduados de 747 das maiores linhas aéreas ganham os legendários salários dos capitães de 747 (mais de U$ 250 mil por ano). Na maioria das vezes, os salários estão na média e só dependem de sua posição, aeronave, companhia aérea e tempo de trabalho na companhia.