Das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, somente uma ainda existe: as pirâmides de Gizé. As listas das Sete Maravilhas variam, algumas incluindo todas as pirâmides e outras somente a Grande Pirâmide. A Grande Pirâmide, a maior do Egito, é uma impressionante estrutura concluída há mais de 4.500 anos.

As pirâmides não foram construídas por escravos, mas por egípcios comuns que trabalhavam para pagar seus impostos.
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As pirâmides foram construídas por egípcios comuns, não escravos, que trabalhavam
para pagar seus impostos durante o período ocioso após a realização das colheitas

Originalmente, a Grande Pirâmide tinha um revestimento externo de calcário branco brilhante, há muito arrancado e levado para servir como material de construção para a cidade próxima do Cairo. Os blocos lisos eram assentados tão perfeitamente que mesmo a lâmina de uma faca não poderia ser inserida entre eles. Após a conclusão, a pirâmide atingiu uma altura de mais de 145 m (agora diminuída cerca de 9 m, pois o revestimento superior não existe mais).

Construída como uma tumba para Khufu (conhecido dos gregos como Quéops), a Grande Pirâmide está posicionada perto de duas outras de menor tamanho construídas pelo filho de Khufu, Khafre (Quéfrem), e por seu neto, Menkure (Miquerinos). A pirâmide de Quéfrem, no meio, parece ser a mais alta delas, mas isso é uma ilusão criada porque ela foi construída sobre solo mais alto: provavelmente uma ação deliberada da parte de Quéfrem para superar seu pai.

Todas as três pirâmides datam da quarta Dinastia, e cada uma delas foi construída como uma tumba designada a proteger o corpo do rei e evitar que os ladrões de túmulos pilhassem os suprimentos de que o rei precisaria no outro mundo. A estrutura pontuda de cada pirâmide também foi pensada para servir como um ponto de partida para a alma do rei subir ao céu e juntar-se ao rei-sol, Rá.

E, claro, ladrões de túmulos desconhecidos surgiram ao longo dos anos. Um califa do século IX, buscando tesouros, até demoliu uma abertura no lado norte da Grande Pirâmide, o que se tornou a entrada moderna. Hoje, os visitantes entram na estrutura seguindo uma passagem que leva à Grande Galeria, um espaçoso corredor de 8,5 m de altura, e continuam até a Câmara do Rei, cujas paredes são revestidas de sólido granito vermelho. A única coisa que os ladrões de túmulos deixaram para trás na câmara foi o sarcófago quebrado do rei - e isso somente porque ele não passaria pela entrada. Aparentemente ele foi posicionado enquanto a pirâmide ainda estava sendo construída.

O que a maioria dos arqueólogos considerava passagens de ventilação, hoje é considerada "passagem para estrelas." Alguém olha da Câmara do Rei, por exemplo, diretamente através da massa da pirâmide para enquadrar a constelação do Cinturão de Orion (ou o local onde a constelação deveria estar localizada no céu da Antigüidade). Não somente as estrelas de Orion estavam ligadas ao deus Osíris, mas sua aparição no céu ocorria no mesmo período da inundação anual vital do Nilo; assim, Orion tinha um grande significado.

O complexo da ligeiramente menor pirâmide de Quéfrem é o mais completo de todos, com uma passagem elevada que saía do Templo do Vale, onde o corpo do rei era mumificado. Os sacerdotes levaram o corpo pela passagem elevada de 402m de comprimento até seu local de sepultamento na pirâmide. A pirâmide ainda mantém parte de seu revestimento de calcário original no topo, oferecendo uma pista de sua glória radiante. Em contraste, a menor delas, a Pirâmide de Miquerinos, tem enfileirados blocos de granito vermelho ao redor de sua base, um revestimento que nunca foi concluído.

Como funciona a Grande Esfinge

As três magníficas pirâmides de Gizé parecem atemporais, como se perdidas em um mundo paralelo, solitário, absortas em seu próprio mistério. Mas elas passaram o milênio com uma companhia: aquela enigmática criatura de pedra, a Grande Esfinge. Essa figura em repouso é um leão com o rosto de um homem, provavelmente o de Quéfrem. Esculpida inteiramente a partir de um único afloramento de rocha de calcário, a Esfinge encara o alvorecer.

A Grande Esfinge fascina viajantes há séculos
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A Grande Esfinge fascina viajantes há séculos

Mais respeitosamente, o rei Thutmose IV acreditava que a Esfinge falava com ele quando ele adormecia sob sua sombra. Ele sonhou que a figura pediu a ele para limpar as areias invadidas do deserto que o sufocavam e, como prêmio, a Esfinge prometeu a Thutmose IV o trono do Egito. Quando esses eventos passaram, para memorizá-los o rei ergueu um marcador de pedra entre as patas da Esfinge. Como as pirâmides, a Esfinge apresenta o mundo como um mistério para confundir as eras.

 




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SOBRE O AUTOR: Jerry Camarillo Dunn, Jr., trabalhou com a Sociedade Geográfica Nacional por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler, e depois escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: San Francisco. Dunn's Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem aparecem em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Norte-americanos, a mais alta honra na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, uma estação de televisão pública de Boston.