![]() Dreamstime Há dois mil anos, a fama de Bath vem de suas fontes minerais |
Tudo começou por volta de 850a.C. ou, segundo a lenda, quando o Rei Bladud contraiu lepra, foi exilado para o interior da Inglaterra e se tornou um criador de porcos. Ali, onde futuramente seria Bath, ele observou que seus porcos se esfregavam em fontes enlameadas e quentes, e sua pele se curava. Ele fez o mesmo - e curou-se
Seja esta história verdadeira ou não, os romanos que chegaram no ano 44d.C. encontraram as pessoas do lugar desfrutando das águas minerais quentes de Bath. Os romanos fundaram a cidade chamada Aquae Solis.
Durante os quatro séculos seguintes, eles transformaram as fontes quentes naturais num complexo aquático e templo dedicado à Sulis Minerva, deusa romana e celta da cura. As nascentes ainda abastecem os "banhos" atualmente, jorrando 946.250 litros de água por dia, a 44,7°C.
Os romanos foram embora, e durante a Idade Média, a cidade se transformou num centro religioso e mercado de lã - os "banhos" ficaram menos frequentes. Porém, no começo do século 18, a moderna sociedade inglesa começou a ir para Bath para "utilizar as águas" como fonte de tratamento.
Um apostador chamado Richard "Beau" Nash se tornou o mestre de cerimônias, intermediário social e organizador de eventos da cidade. Para um seleto grupo de pessoas, Bath tornou-se um lugar para se encontrar, flertar, assistir a concertos, participar de bailes - e fofocar.
Nos tempos georgianos, Bath tomou forma de obra prima arquitetônica. Uma equipe de construtores chefiada por pai e filho, ambos chamados John Wood, usou pedras cor de mel vindas de uma pedreira vizinha para erguer uma elegante cidade, cujo estilo paladiano lembrava os clássicos dias romanos. O famoso Royal Crescent é um arco de casas com varandas e colunas jônicas na parte da frente. Nos Assembly Rooms de 1771, pessoas da alta sociedade se reuniam para tomar chá, jogar cartas e dançar.
Os visitantes atualmente têm idéia do que eram aqueles dias na elegante Pump Room, que ainda serve chá enquanto os músicos tocam. Aqueles que são corajosos (ou apenas historicamente curiosos) podem experimentar a água mineral natural que, segundo um relatório, tem gosto de "ovos, sabão e metal".
SOBRE O AUTOR: Jerry Camarillo Dunn Jr., trabalhou com a Sociedade Geográfica Nacional por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler, depois, escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: São Francisco. Dunn’s Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem aparecem em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Norte-americanos, a mais alta honra na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, uma estação de televisão pública.






