Um dos grandes diferenciais de São Paulo é a sua produção teatral. A cidade oferece de espetáculos estilo Broadway aos mais alternativos, o que reflete uma diversidade de linguagens e estéticas que mostram a miscelânea cultural que convive na cidade.
São mais de 150 salas de teatro espalhadas pelo município. Além do Teatro Municipal que recebe as produções clássicas de dança e ópera, um dos teatros mais importantes para a cidade e para o país é o Teatro Oficina. Foco de resistência na época da ditadura militar, o Oficina surge em 1958 e atualmente sedia as montagens dirigidas por José Celso Martinez Corrêa, que provavelmente não encontrariam espaço no circuito dos teatros comerciais. Uma delas, a montagem de “Os Sertões”, baseada no livro de Euclides da Cunha, foi dividida em cinco peças que totalizaram mais de 25 horas de duração e que levaram quatro anos para serem produzidas e apresentadas.
A cidade recebe também os grandes musicais e produções que passam pela Broadway, em Nova Iorque, ou pelo West End, em Londres. Remontados com elencos nacionais e encenados em português, os espetáculos seguem o mesmo padrão de cenários, figurinos e efeitos especiais dos originais apresentados no Exterior.
Desde a década de 90 a cidade tem oferecido também uma programação teatral de grupos estáveis paulistanos que têm obtido incentivos da Prefeitura e do Governo do Estado para manterem suas sedes ou produzirem novos espetáculos. Com esses apoios, grupos como Cia. do Latão, Teatro da Vertigem e Pia Fraus, entre outros, têm oferecido produções inovadoras ao público paulistano.
Além de teatro, São Paulo produz e recebe importantes espetáculos de dança. O Balé da Cidade de São Paulo, que faz parte do corpo estável do Teatro Municipal da cidade, é uma das companhias de dança mais importantes do país. Fundada no final da década de 60 voltada para a dança clássica, a companhia passou nos meados dos anos 70 a trabalhar com dança contemporânea com um repertório de vários coreógrafos nacionais e internacionais.