Air Marshals

Se as cercas e barreiras são a primeira linha de defesa, os Air Marshals (agentes policiais do ar) são a última. Em caso de todos os procedimentos falharem e um terrorista ainda assim conseguir embarcar portando uma arma, um agente armado pode impedi-lo. Embora o programa de air marshals exista desde os anos 70, nunca teve tanta expressão quanto depois do 11 de setembro.

Um Air Marshal é um agente federal disfarçado de passageiro. Cada um deles é autorizado a carregar uma arma e dar voz de prisão. Eles são insuficientes para cobrir todos os vôos, por isso, suas escalas são mantidas em segredo. Ninguém tem conhecimento de qual dos passageiros é um agente federal disfarçado, e mesmo se ele está no vôo. Apesar da quantidade de Air Marshals existentes ser secreta, fontes nas companhias aéreas estimam que apenas 5% dos vôos americanos tenham um agente a bordo. Já é um aumento significativo, pois nos anos que antecederam o 11 de setembro, havia poucos deles protegendo vôos internacionais.

Novas leis têm forçado a instalação de fechaduras nas portas das cabines. Isso pode prevenir os seqüestros feitos por terroristas treinados como pilotos.

É o suficiente?
Enquanto bilhões de dólares provenientes de impostos são gastos na segurança dos aeroportos, existe o medo de que a situação ainda não seja totalmente segura. O relatório de março de 2004 apresentado pelo Government Accountability Office - GAO (Tribunal de Contas do Governo Americano) mostra que ainda há problemas em "contratar, desenvolver e treinar a força-tarefa da Transportation Security Administration. A falta de pessoal e o processo de contratação da TSA continuam a retardar a capacitação, no sentido de prover todo o pessoal necessário aos pontos de verificação de passageiros".

O GAO também tem observado os prolongados atrasos na implementação do CAPPS II, com atraso muito acima do previsto e sem data de conclusão ou custo estimados. O relatório GAO informa: "a TSA não abordou completamente 7 ou 8 itens identificados pelo Congresso como elementos-chave relacionados ao desenvolvimento, operação e aceitação pública do CAPPS II".

O programa de air marshals também ficou sob a mira do relatório GAO. A necessidade de admitir mais agentes resultou em um programa de treinamento abreviado e distorcido pelos cortes no orçamento. Uma investigação recente, conduzida pelo inspetor geral da DHS, encontrou 753 relatórios evidenciando condutas irregulares durante um período de 8 meses em 2002, incluindo dormir ou ficar bêbado em serviço.

Por fim, muitos especialistas em segurança receiam que ainda existam temores que não foram levados ao conhecimento da população. Muitos manipuladores de bagagem, mecânicos e outros técnicos que têm acesso aos aeroportos não passam pelos detectores nem são revistados. Os lançadores de mísseis são mais uma preocupação. A aviação dos EUA praticamente não tem defesa contra eles.

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