O famoso programa de TV dos anos 60, "A Ilha dos Birutas" ("Gilligan's Island"), faz você pensar por que alguém gostaria de ser resgatado de um naufrágio na ilha deserta. Como não gostar de estar isolado com uma estrela de cinema? Infelizmente, um naufrágio real não é entretenimento.

Quando o assunto é sobrevivência em naufrágios, existem duas situações: você pode estar à deriva ou sozinho em uma ilha. A situação de isolamento na ilha é mais desejável por vários motivos, uma vez que você tem mais chances de encontrar comida e água, além de ter o benefício de poder fazer uma fogueira e encontrar abrigo. O ruim de estar em uma ilha é que você não pode sair do lugar. Estar em um barco ou bote salva-vidas dá a você maiores chances de ser visto por um avião ou outro barco, ou de acabar encontrando uma ilha habitada.
Em 1973, o casal britânico Maurice e Marilyn Bailey, que navegava da Inglaterra com destino à Nova Zelândia, sobreviveu por 117 dias à deriva em um bote salva-vidas no Oceano Pacífico, depois de seu iate ter se chocado com uma baleia e afundado. Antes do iate afundar, o casal juntou os suprimentos que conseguiu e entrou no bote salva-vidas. Eles utilizaram a cobertura do bote para coletar
água da chuva para beber e, depois que os suprimentos esgotaram, começaram a pescar
com anzóis improvisados feitos com alfinetes de segurança. Eles haviam dito aos seus amigos que entrariam em contato quando chegassem
ao Taiti, então ninguém se alarmou com a falta de notícias. Após ficarem à deriva por 2.400 km e quase morrendo, eles foram avistados por um barco pesqueiro coreano e levados ao Havaí para tratamento. Eles não apenas se recuperaram completamente, mas imediatamente começaram a planejar a próxima viagem. Mais tarde, escreveram um livro sobre a experiência intitulado "117 Days Adrift" [fonte: BBC]. |
Nesse artigo, nós lhe daremos algumas dicas de como sobreviver perdido no mar, e também coisas que você pode fazer quando pisar em terra.