Sem dúvida alguma uma das construções mais perfeitas da Terra, o Taj Mahal é o memorial eterno projetado por um líder indiano em homenagem a seu amor perdido. Essa pérola da arquitetura concebida em mármore foi descrita pelo poeta Rabindranath Tagore como "uma lágrima no rosto da eternidade" e, por isso mesmo, é impossível ser traduzida apenas em palavras.
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Como um tesouro, o Taj Mahal é protegido por um portão principal construído em arenito vermelho com cerca de 30 metros de altura. Em seguida, vemos um jardim em estilo mogol, cujo trajeto é simetricamente demarcado. Canais de água separam o jardim em quadrantes simbolizando os Jardins do Paraíso islâmico, cujos quatro rios fluem água, leite, vinho e mel. Em tempos passados, havia peixes reluzentes nas águas, os pássaros coloridos pairavam nos ares e, na terra, árvores plantadas com perfeição simbolizavam a morte (ciprestes) e a vida (árvores frutíferas).
O túmulo é rodeado por uma mesquita em arenito vermelho que consagra o local e por uma réplica chamada Jawab ( "resposta"), cujo portão não está voltado para Meca, não sendo possível realizar orações. Nos quatro cantos do mausoléu há minaretes ligeiramente inclinados para fora (uma precaução no caso de terremotos) projetados para assegurar que as altas torres caiam para fora do túmulo ao invés de colidirem para dentro dele.
Fiel aos princípios mogóis da simetria arquitetônica, o túmulo tem a forma de um quadrado, cada lado medindo quase 60 metros. O arco central é estabelecido em cada lado por arcos menores. A largura do pedestal de mármore sobre o qual está o túmulo é igual à sua altura. E o peso da cúpula corresponde à altura da fachada inferior.
A cúpula é semelhante a uma pérola, lembrando a imagem de Maomé do trono de Deus como uma cúpula de pérola branca sobre quatro colunas. Utilizando uma inovação arquitetônica desenvolvida na Ásia Central, a cúpula é, na verdade, o dobro da construção, um projeto que permite suportar um peso maior.
A câmara principal do túmulo formada por oito lados guarda o memorial a Mumtaz Mahal, atrás de uma abertura em mármore que permite uma iluminação tão leve quanto etérea. O mausoléu de Shah Jahan fica ao lado. O mosaico de pedras preciosas é tão bem elaborado que uma simples folha ou flor pode ser formada por 60 ou 70 pequenos fragmentos distintos. Os túmulos das duas realezas ficam logo abaixo, na cripta.
Quando Shah Jahan construiu esse monumento imortal dedicado ao amor romântico, o poder mogol estava em declínio e o projeto consumiu muito da riqueza do reino. Além disso, o triste imperador acabou se afastando dos assuntos que regiam o Estado. Com isso, seu filho, Aurangzeb, armou um golpe e tomou o poder. Severo e religioso, o filho prendeu o pai em um forte próximo à Agra. O abatido Shah Jahan passou seus últimos anos contemplando o memorial de sua esposa, o magnífico Taj Mahal.
SOBRE O AUTOR: Jerry Camarillo Dunn, Jr., trabalhou com a National Geographic Society por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler e depois escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: San Francisco. Dunn's Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem são citados em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Americanos, a mais alta distinção na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, um canal de televisão público de Boston.






