Forte como ferro mas delicada como renda, a Torre Eiffel é o símbolo romântico de Paris. Um fato interessante é que seu design foi primeiramente desprezado pelos artistas e escritores da cidade, que protestaram contra a construção da torre em 1889 na Universal Exposition, feira internacional que comemorava o 100º aniversário da Revolução Francesa. A beleza, a originalidade e a magia da engenharia da torre ganharam, entretanto, elogios e carinho por todos os lados, bem como lugares nas pinturas de artistas como Pissarro e Utrillo.

A Torre Eiffel à noite é uma visão que tem encantado visitantes há mais de 100 anos.
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A Cidade-Luz encontra sua mais bela expressão na
Torre Eiffel à noite: uma das visões mais românticas do mundo

O engenheiro de pontes Gustave Eiffel projetou a torre, alegrando-se com o fato de "a bandeira francesa ser a única a ter um mastro de 300 metros de altura" (a torre ficou sendo a estrutura mais alta do mundo durante décadas e os modernos transmissores de TV em seu topo a elevaram para os 324 metros atuais).

Os desenhos de Eiffel eram tão precisos, fornecendo detalhes para mais de 18 mil peças de metal, que a torre foi erguida em pouco mais de dois anos. A impressionante quantidade de 2,5 milhões de rebites une as peças e a torre pesa 7.300 toneladas. A torre é repintada de sete em sete anos, e esse trabalho exige 50 toneladas de tinta.

Para chegar no topo, os visitantes usam elevadores que seguem caminhos curvos pelas pernas da torre. Todos os anos os elevadores viajam mais de 96.600 km e precisam de freios especiais para se adaptar aos diferentes ângulos de descida (uma equipe de funcionários faz manualmente as trocas de peças dos elevadores).

A torre tem três plataformas e os visitantes mais animados podem subir até as duas primeiras pelas escadas (a primeira fica a 57m e a segunda, a 115 metros de altura). Da plataforma mais alta, a 275 metros de altura, o panorama pode ser visto em até 80 km em um dia de tempo bom. Dizem que as ruas e os arredores de Paris se desdobram como em um mapa gigante.

Os visitantes do topo podem ver o salão particular de Eiffel. Eles também podem, na subida ou descida, jantar elegantemente no restaurante Jules Verne, que serve um cardápio sazonal da cozinha francesa tradicional. A comida é quase tão boa quanto a visão - e os preços definitivamente são tão altos quanto a torre.

Os visitantes olham para o gramado verde abaixo no Campo de Marte que, antigamente, era uma parada para o Colégio Militar do século 18, uma academia localizada em um prédio neoclássico que fica no fim do gramado. Um famoso graduado da classe de 1785 foi Napoleão.

Surgiram várias críticas a respeito da Torre Eiffel durante sua construção
Wikipedia PD
Surgiram várias críticas a respeito da Torre Eiffel
durante sua construção. Guy de Maupassant a ridicularizou,
chamando-a de "pirâmide alta e magrela, feita de escadas de ferro" e o escritor Leon Bloy a rotulou de "verdadeiro e trágico poste de luz".

Quando se está no topo da torre, é confortante saber que ela foi projetada para oscilar até 0,13 metros com um vento forte. Ainda mais notável, a torre realmente "cresce" até 0,15 metros em um dia quente, como resultado da expansão do metal.

Não havia a pretensão de que a torre fosse algo permanente nos céus de Paris e ela quase foi desmanchada em 1909. O que a salvou foi o crescente campo da telegrafia, pois as antenas montadas na torre provaram ser de vital importância para as transmissões francesas. Desde então, a torre vem desempenhando um importante papel para o International Time Service, serviço transatlântico de radiotelefone, para transmissões de rádio e para a televisão francesa.

A visão do topo da torre é particularmente encantadora à noite, quando a cidade brilha no rio Sena e o romance flutua no ar. A estrutura fica iluminada e inundada por uma radiação que transforma a torre em uma caixa de jóias cheia de prata e ouro. Foram instaladas novas luzes, como parte de uma grande reforma que a torre recebeu em 1986, antes da verificação pela qual passou antes de seu 100º aniversário, em 1989. Durante essa reforma, muita ferrugem foi retirada, devolvendo à torre uma aparência resplandecente também durante o dia.

Embora o panorama da cidade no topo da torre seja fantástico, a melhor visão da torre em si é conseguida de baixo. Se o visitante se colocar entre os pés da torre e olhar para cima, apreciará a graça do trabalho feito de ferro em redes e verá a perspectiva incrivelmente distorcida da torre subindo. Você estará compartilhando essa experiência com pessoas de todas as partes do mundo: a cada ano, a Torre Eiffel atrai aproximadamente seis milhões de pessoas que querem ver esse mundialmente famoso símbolo de Paris. Sua popularidade eterna está garantida.

SOBRE O AUTOR: Jerry Camarillo Dunn Jr. trabalhou com a Sociedade Geográfica Nacional por mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler e depois escrevendo guias de viagem. Seu último trabalho na National Geographic Traveler: San Francisco. Dunn’s Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States vendeu mais de 100 mil cópias. Seus artigos de viagem aparecem em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Jerry Dunn ganharam três Prêmios Lowell Thomas da Sociedade dos Escritores de Viagem Norte-americanos, a mais alta honra na área. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto para um programa de viagem produzido pela WGBH, Boston.