![]() Imagem cedida por Joel Freeman Para tornar-se um piloto, são necessários anos de dedicação e trabalho árduo |
Em um avião de passageiros, o piloto que está no comando é chamado de capitão. Ele geralmente senta do lado esquerdo da cabine e é responsável por tudo que acontece no vôo. O capitão toma as principais decisões de comando, lidera a tripulação, administra emergências e lida com passageiros incômodos. Ele também pilota o avião na maior parte da viagem, mas passa o comando para o co-piloto em alguns momentos.
O co-piloto é o segundo no comando e senta do lado direito da cabine do avião. Ele tem os mesmos controles que o capitão e o mesmo nível de treinamento. A razão primária de se ter dois pilotos em cada vôo é a segurança. Obviamente, se acontecer alguma coisa com o capitão, o avião tem que ter um outro piloto. Além disso, o co-piloto dá uma segunda opinião nas decisões, diminuindo assim a possibilidade de erro.
A maioria dos aviões de passageiros construídos antes de 1980 tem um assento na cabine para um engenheiro de vôo, também chamado de segundo oficial. Os engenheiros de vôo são pilotos totalmente treinados, mas em uma viagem normal eles não pilotam o avião. Em vez disso, eles monitoram os instrumentos e calculam números como a decolagem ideal e a velocidade de pouso, o ajuste da força e o gerenciamento do combustível. Em aeronaves mais novas, a maior parte desse trabalho é feita por sistemas computadorizados, eliminando a necessidade do engenheiro de vôo. No futuro, esse cargo será completamente eliminado.
![]() Imagem cedida por Southwest Airlines Co. Pilotos da Southwest se preparando para decolar |
Todos os três pilotos da tripulação têm igual treinamento, mas existem diversos níveis hierárquicos. Na maioria das companhias de aviação, a carreira é baseada quase que completamente no tempo de serviço. Para se tornar um capitão é preciso avançar profissionalmente obtendo posições mais elevadas e esperar que abra uma vaga e seja sua vez de assumi-la. A hierarquia também dita os tipos de aeronaves que um piloto pode conduzir e a tabela de horário dele. Os pilotos mais novos na empresa voam na reserva, isso significa que eles não têm uma tabela de horários fixa, podendo ter de ficar de prontidão esperando um vôo por mais de 12 horas. Nesse tempo, o piloto tem de estar de malas arrumadas e pronto para voar porque o planejador de vôo pode chamá-lo a qualquer momento. Se um piloto é chamado, ele tem de ir imediatamente até o aeroporto para assumir a tarefa. Algumas empresas exigem que o piloto esteja no aeroporto no máximo 1 hora após ser chamado. Os pilotos reserva são chamados quando o piloto escalado fica doente ou não pode voar por alguma outra razão, tendo, assim, uma vida imprevisível porque eles podem passar diversos dias na reserva e nunca serem chamados ou podem ser chamados todos os dias. E quando são chamados, podem tanto fazer uma viagem curta quanto uma viagem para o outro lado do mundo. Com essa agenda agitada, não é difícil entender o porquê de ocasionalmente os vôos se atrasarem esperando que a tripulação chegue.
Os pilotos com um nível hierárquico maior têm uma tabela de horários regular, chamada de linha. Os pilotos de linha levam um tipo de vida mais "normal". Eles sabem antecipadamente quando estarão trabalhando, porém, passam muito tempo longe das famílias e nunca sabem se haverá algum atraso no retorno para casa. Nos EUA, o tempo de vôo agendado de um piloto não deve ultrapassar 8 horas consecutivas em vôos domésticos ou 12 horas em vôos internacionais. Na realidade, os pilotos, às vezes, trabalham por mais de 16 horas direto porque os vôos geralmente estão atrasados ou são prolongados.
Normalmente um piloto chega ao aeroporto no mínimo uma hora antes da partida (duas horas para vôos internacionais). A maioria das linhas aéreas tem um sistema computadorizado de check in dos pilotos no saguão. Esse sistema lhes fornece os detalhes do vôo, incluindo o tempo, o número de passageiros a bordo e os outros membros da tripulação que estarão trabalhando.
Os tratados internacionais escolheram o inglês como o idioma oficial para a comunicação nos aviões, embora os aeroportos possam usar um outro idioma se o piloto e o controlador conseguirem se comunicar. Os controladores devem falar em inglês se a tripulação do avião não conseguir entender a linguagem local. Infelizmente, muitos pilotos aprendem somente o inglês suficiente para uma comunicação básica e isso gera alguns mal-entendidos ocasionais. Não está clara a quantidade de acidentes e incidentes que acontecem por causa das falhas na comunicação, mas alguns estudos mostram que o problema está piorando. No futuro, os novos acordos internacionais podem estabelecer padrões para o teste e o treinamento de idiomas assegurando, assim, que todos os pilotos possam realmente falar inglês corretamente. |
Antes da decolagem, o capitão deve assinar a liberação de vôo - um documento atestando que a tripulação está pronta e que os pilotos revisaram as informações de vôo. Enquanto se preparam para decolar, os pilotos recebem uma previsão atualizada do tempo, a contagem de passageiros e o formulário de liberação de pré-decolagem. Para agilizar a documentação, muitas cabines de avião são equipadas com uma impressora embutida que recebe as informações dos portões de embarque e da torre de controle.
Quando a documentação está pronta, os comissários de vôo checam se as portas estão trancadas e o capitão autoriza o deslocamento do avião do portão de embarque para a pista. Em seguida, os pilotos esperam a sua vez e seguem as instruções do controlador do tráfego aéreo para a decolagem.
Em um vôo sem ocorrências, a decolagem e a aterrissagem são as fases mais difíceis de pilotar. Nas aeronaves modernas, as principais responsabilidades dos pilotos são monitorar os sistemas automáticos para assegurar que o avião está voando corretamente e alterar o curso, se necessário. Em uma emergência, é claro que as coisas se tornam muito mais agitadas, mas todos os pilotos têm um treinamento extensivo para lidar com o inesperado e manter a cabeça fria nestas situações. Felizmente, é raro esse tipo de situação na qual os pilotos têm que colocar o treinamento em prática, mas eles devem estar preparados para entrar em ação a qualquer momento.
A vida dos comissários de bordo (tripulação que cuida dos passageiros) é cheia de situações inesperadas. Na próxima seção, veremos o trabalho que os comissários realizam em um vôo e descobriremos o que é necessário para se tornar um deles.