A corrida para o Monte Everest começou depois que Edmund Hillary e Tenzing Norgay chegaram ao topo em 1953. Antes disso, o estado ambiental de Khumbu era muito mais saudável. Mas com milhares de pés pisando em suas trilhas durante décadas, muitos acreditam que o Sagarmatha precisa de descanso.
Somente a mudança do clima global já afetou a geografia do Everest, pois algumas de suas geleiras diminuíram quase 4,8 km nos últimos 20 anos [fonte: McDougall]. Se as geleiras continuarem a diminuir, elas podem colocar os sherpas locais em perigo e eles já enfrentaram enchentes por causa do gelo derretido (para informações mais detalhadas leia O aquecimento global está destruindo o Monte Everest?).

A atividade humana é a fonte do prejuízo mais visível causado à área. Embora Khumbu esteja protegida como Sagarmatha National Park, os desafios permanecem sobre o controle do lixo deixado nas trilhas, especialmente garrafas de água (em inglês) descartáveis e latas de comida. Literalmente toneladas de lixo foram retiradas do Acampamento de Base do Everest, mas grupos como o Kathmandu Environmental Education Project continuam com o trabalho de educar os alpinistas sobre o trekking de baixo impacto.
Enquanto o lixo permanece um problema, as fontes de energia estão se tornando escassas para alimentar e fornecer moradia aos milhares de turistas que visitam o local todos os anos. Quando os sherpas se estabeleceram no vale de Khumbu no século 16, as florestas eram abundantes. Hoje, a linha das árvores continua a diminuir nas altitudes mais baixas, já que a lenha é queimada para aquecer, cozinhar e fornecer banhos quentes. Grupos ambientais pedem que o povo da aldeia, os donos das empresas e os alpinistas utilizem querosene em vez de lenha, mas a conversão é um processo lento. A taxa de consumo de energia dos turistas é também muito mais alta do que a dos sherpas.
Embora o falecido Edmund Hillary e outros tenham pedido ao governo nepalês que banisse o acesso ao Everest durante um tempo para permitir a limpeza e mais esforços de reflorestamento, não há sinais de complacência por parte dele. De fato, o Conselho de Turismo do Nepal contestou fortemente a notícia internacional de que o Nepal estaria fechando o acesso ao acampamento de base por 10 dias durante o verão de 2008 para a passagem da tocha das Olimpíadas (em inglês) de 2009, em Pequim. E o plano de oferecer taxas mais baixas fora da temporada indica a determinação de não somente manter a montanha aberta ao público, mas de atrair mais turistas.
Como você pode ver, o turismo do Monte Everest gerou um problema difícil para o Nepal. Apesar de ser uma fonte de renda confiável para algumas das pessoas mais pobres do mundo, o sucesso do turismo pode estar construindo o caminho para destruição do local. Para mais informações sobre o Monte Everest e o Nepal, visite os links da próxima página.