Introdução

O número de viagens aumenta no mundo inteiro, desde as intercontinentais até aquelas destinadas a conhecer locais próximos à cidade de moradia em áreas não-urbanizadas, hoje chamadas de ecoturismo. Desde quando as doenças passaram a ser descritas por historiadores, a importância dos viajantes na disseminação e transmissão de doenças e patógenos foi bem estabelecida. Surgiram então os locais e períodos próprios de quarentena para imigrantes e viajantes e atestados de saúde como condição para emissão de visto de entrada.

Viagem tranquila
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Com o aumento mundial de viagens intercontinentais, aumentou também o risco de contaminaçao de várias doenças. Para ter uma viagem tranquila é necessário alguns cuidados antes de fazer as malas
 

Um exemplo sempre citado no caso de disseminação de doença por viagens é o da sífilis. Não há consenso onde foi o local onde se diagnosticou primeiro a doença. Mas, há evidência que houve transmissão das viagens de Colombo para Espanha e, Nápoles – então sob domínio espanhol – cidade onde a doença se alastrou.

Posteriormente, o exército francês invadiu a cidade italiana, a soldadesca contraiu a doença e, disseminaram a doença em toda a Europa. O qualificativo da sífilis passou a ser a nacionalidade de quem teria disseminado: na França era a “doença espanhola” e na Espanha, a “doença francesa”. Apesar da possível origem americana, no Brasil não há indícios da doença na era pré-cabralina, porém há inúmeras evidências da transmissão da sífilis pelo colonizador português.

As cidades portuárias eram sempre as primeiras a serem atingidas pelas doenças dos viajantes. Porém, com o predomínio da aviação nas ligações intercontinentais, a aids se propagou no Brasil a partir de São Paulo, a cidade brasileira com maior número de vôos e viajantes para Nova Iorque e Califórnia, os dois locais onde se iniciou a epidemia da aids nos Estados Unidos.